TecnoPrev tem saldo positivo em março

image_pdf

 

Resultado supera desempenho dos dois primeiros meses de 2021 e reforça tendência dos últimos anos. Em 24 meses, plano ultrapassou em mais de três vezes o saldo da poupança

 

As carteiras da BB Previdência apresentaram valorização positiva no mês de março e recuperaram, parcialmente, os resultados dos dois primeiros meses do ano. Com isso, o plano de previdência da Mútua, o TecnoPrev, teve, em março, um saldo de rentabilidade de 0,78% — ao contrário dos meses de janeiro e fevereiro, que trouxeram resultado negativo (veja tabela abaixo).

 

Já os acumulados anuais seguem com bom desempenho e registraram 10,9%, nos últimos 12 meses, e 17,56%, nos últimos 24 meses — mais de três vezes superior ao desempenho da poupança, que foi de 5,64%, nesse período.

Desempenho

 

As carteiras de investimentos da BB Previdência apresentaram uma performance positiva, influenciada pelos ativos de renda variável e no exterior. No mês, os títulos públicos atrelados à inflação, de curto prazo, reportaram alta de 0,34% (IMA-B 5), enquanto a parte longa dos títulos desvalorizaram 1,17% (IMA-B 5+), reflexo do maior receio do investidor quanto às expectativas de longo prazo.

 

Em renda variável, o Ibovespa registrou alta de 6,0% e suavizou parte da queda obtida no ano (-2,0%). A classe de ativos no exterior, medida pelo MSCI World, apresentou valorização de 6,22%; o câmbio, uma apreciação de 3,02%; e, no acumulado do ano, rendimento de 14,59% e 9,63%, respectivamente. O CDI no período valorizou 0,20%.

 

A melhora do mercado quanto à percepção de riscos no curto prazo, apesar da insegurança sentida no longo prazo, refletiu nas carteiras da BB Previdência – que apresentaram valorização positiva no mês e recuperaram, parcialmente, os resultados dos dois primeiros meses do ano.

 

Mercado doméstico

 

No mercado doméstico, o número de pessoas contaminadas tem aumentado significativamente. Essa situação fez com que as principais capitais do país adotassem lockdowns durante o mês de março, o que reforça que os dados da atividade sejam fracos no 1°trimestre do ano. No âmbito econômico, ainda há pressões inflacionárias no curto prazo. Nesse sentido o Copom decidiu elevar em 75 bps a taxa Selic e atingiu o patamar de 2,75% a.a. Esse foi um sinal do início do ciclo de alta de juros e demonstração de cautela com os riscos fiscais em decorrência da piora do quadro epidemiológico.

 

Mercado externo

 

Em março de 2021, o desempenho no mercado externo foi positivo, influenciado pela evolução da vacinação, o que permitiu a reabertura gradual de algumas economias – a norte-americana é a que mais tem se destacado. O governo estadunidense aprovou mais um pacote de estímulo monetário, na ordem de US$ 1,9 trilhão e continuou a indicar estabilidade na taxa de juros até 2023.

 

Na Europa, a dificuldade de entregar e distribuir imunizantes à população tem impactado no ritmo da campanha de vacinação e o número de casos da nova cepa aumentou, o que levou alguns países a adotarem novas medidas de restrição e, como consequência, o retardo da volta da atividade econômica. Na China, os principais indicadores da economia seguiram em evolução, principalmente os dados do crédito e das exportações. Além disso, há expectativas de que o consumo das famílias seja propulsor para o crescimento no segundo trimestre de 2021.

 

Fonte: Gecom Mútua / Com informações da BB Previdência