Programa de Qualidade do Ar é tema de palestra no Colégio de Presidentes

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O coordenador da câmara de Engenharia Industrial do Crea-SC, eng. mec. Osny do Amaral Filho, apresentou o Programa de Qualidade do Ar do Sistema, durante a reunião do Colégio de Presidentes na última sexta-feira, 2, em Cuiabá. A reunião foi marcada por discussões sobre as resoluções em implantação no Crea-SC. O programa é fruto de uma iniciativa da Coordenadoria Nacional de Câmaras de Engenharia Industrial, com base no Programa de Qualidade do Ar do Crea-SC, referência em todo o sistema. “Na pandemia, muitas vezes não nos preocupamos com a situação do ar condicionado. Esse programa foi apresentado à Industrial para ser levado a todos os Creas”, comentou o presidente Eng. Civil e Seg. Trab. Carlos Alberto Kita Xavier.

 

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“Estamos estudando esse assunto para implementar em todos os Creas, baseado em resoluções da Anvisa, da ABNT e na Lei do PMOC, além de normas e regulamentações internacionais. Lá fora, isso já é amplamente utilizado. Hoje, o público em geral não conhece. Nem os médicos, o que causa muitos problemas de saúde. A Vigilância Sanitária tem uma fiscalização pontual, enquanto a fiscalização dos Creas é documental”, acrescentou Osny.

 

O especialista listou alguns problemas e soluções para os sistemas de climatização. “Abrir janelas e portas deveria ser o quarto item do protocolo da pandemia. A maioria dos hospitais e salas de aula não tem a renovação do ar, e as pessoas respiram uma quantidade de gás carbônico muito grande, gerando dor de cabeça, letargia, transmissão de vírus e bactérias. A solução é a renovação do ar, mantendo os parâmetros normais de oxigênio e gás carbônico no ambiente”.

 

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Ele destacou também o uso da ventilação mecânica, feita pelos engenheiros. “A biossegurança elimina vírus e bactérias por atomizadores de  peróxido de hidrogênio, um sistema muito simples e natural. Ele envolve todas as partículas e mata todos os micróbios. No TCU, estão fazendo a instalação de 1200 equipamentos de peróxido de hidrogênio, muito usado em hospitais nos Estados Unidos”.

 

Segundo ele, a proposta é tornar o Sistema referência em qualidade do ar no Brasil. “Temos que mostrar isso. A engenharia precisa ser responsável pela saúde pública dos espaços internos por meio da renovação do ar, atomização por peróxido de contato, evitar contatos e por meio da minuta de decreto que regulamenta a Lei do Plano de Manutenção, Operação e Controle – PMOC”.

 

Segundo Osny, a lei federal depende da agilidade do plenário do Confea para que tenha validade, ‘paralelo à implantação do Programa de Qualidade do Ar Interior, que envolve renovação do ar, biossegurança, comunicação, treinamento e fiscalização do Crea e da Vigilância Sanitária”.
O presidente Kita reforçou que “temos que estar à frente desse processo”.

 

 

“A minuta do decreto está na Comissão de Ética e Exercício Profissional”, pontuou o conselheiro federal eng. mec. Carlos Laet, que coordenou o GT PMOC.