CREA, Sinduscon e Saúde de Camboriú alinham ações de combate ao Aedes Aegypti

CREA-SC, Sinduscon e Secretaria de Saúde de Balneário Camboriú alinham ações de combate ao Aedes Aegypti

 

Uma reunião entre o CREA-SC, o Sinduscon e a Secretaria da Saúde de Balneário Camboriú no dia 29/03 definiu ações mais efetivas visando o combate ao mosquito Aedes Aegypti nos canteiros de obras do município. Segundo o coordenador do programa municipal de Combate à Dengue, Marcio Cristiano Passing, de 28 de janeiro a 10 de março foram identificados 443 focos, destes cerca de 49% estão na região central do município.

A Diretora de Planejamento, Acompanhamento e Gestão da Secretaria de Saúde, Paula Piccoli Merico, falou das dificuldades enfrentadas para realizar o combate, principalmente porque o mosquito está evoluindo e hoje são inúmeros os locais utilizados para depositar seus ovos. Na construção civil, o problema é ainda mais grave, tendo em vista que as obras são ambientes propícios para proliferação do mosquito, com inúmeros criadouros. “O trabalho de combate ao mosquito é muito mais que uma responsabilidade da administração municipal. É de todos os munícipes e entidades.”

O Diretor do Departamento de Vigilância Sanitária, Sandro Alexandre Franco, falou sobre as ações desenvolvidas pelo departamento, enfatizando que o objetivo da administração pública é conscientizar as pessoas para combater o mosquito e não aplicar multas. Porém, caso o proprietário do imóvel, obra ou estabelecimento comercial, não cumpra as determinações, a prefeitura poderá acionar o ministério público e aplicar multas que podem chegar a R$ 90 mil reais.

 

Propostas e sugestões

A coordenadora de relações institucionais do CREA-SC Eng. Civil Caroline Burtet explica que o Conselho vai continuar com as ações de conscientização através da campanha “Vamos construir um ambiente livre do Aedes Aegypti” em todo o estado, sobretudo em Balneário Camboriú e nos 28 municípios considerados pela DIVE como infestados pelo mosquito.

Uma das propostas é a elaboração de um check list relacionando as principais áreas que deverão ser vistoriadas nas obras. A ideia é que as empresas da construção civil disponibilizem um funcionário específico em cada obra para participar de um treinamento junto à Secretaria da Saúde e que assuma a responsabilidade pelas vistorias.

Também foi proposto estabelecer um dia “D” para combate ao mosquito nos canteiros de obras. A proposta é mobilizar todas as empresas e entidades do setor para que parem suas atividades e realizem a limpeza completa dos locais, visando à eliminação de todo e qualquer foco possível do mosquito.

Também já está em processo de elaboração e revisão, um projeto da Secretária de Saúde visando instituir um decreto municipal para criação de um Plano de Gerenciamento de Combate à Endemias nos canteiros de obras. O documento será submetido à aprovação da administração municipal e, se for aprovado, as construtoras terão que contratar ou criar uma equipe responsável pela execução do plano.

 

Campanha de conscientização do CREA-SC

Desde o dia 16 de fevereiro, o CREA-SC com apoio do Sistema Único de Saúde (SUS), Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) e Governo do Estado de Santa Catarina, promove a campanha de conscientização “Vamos construir um ambiente livre do Aedes Aegypti”.

O foco é a divulgação de informações em meios digitais e impressos e ações de combate à proliferação do mosquito nas obras. As ações visam à defesa da sociedade tendo em vista o aumento no número de casos de dengue em 2015 no estado, bem como o risco de introdução e disseminação de febre de chikungunya e zika vírus e suas complicações, tais como a microcefalia em recém-nascidos.

Os materiais distribuídos trazem inciativas simples que ajudam a prevenir a proliferação do mosquito nas construções tais como: evitar o acúmulo de água em poços de elevadores, fundações, lajes e calhas; manter caixas e reservatórios de água tampados; manter betoneiras secas e de cabeça para baixo quando não estiverem em uso; guardar lonas em locais secos e quando em uso esticadas para evitar formação de bolsões de água; entre outras.

 

0 respostas

Deixe uma resposta

Quer entrar na discussão?
Sinta-se livre para contribuir!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.