Palestra esclarece sobre potencialidades da aquicultura oceânica no Brasil

image_pdf

Expansão da atividade para alto mar implica em investimentos em pesquisa, planejamento e engenharia diferenciada

“Aquicultura Mundial e da América Latina” foi o tema da palestra realizada no Auditório do CREA-SC, em Florianópolis. Promovida pela Epagri e ministrada pelo chileno Dr. Carlos Wurmann, consultor internacional em aquicultura da FAO – Food and Agriculture Organization (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), o encontro reuniu profissionais da EPAGRI e do CREA-SC e professores e acadêmicos do curso de Engenharia de Aquicultura da UFSC.

Atualmente, a Ásia é responsável por 87,8% da produção mundial em aquicultura, América 5%, Europa 4,9%, África  1,5% e Oceania 0,3%. Nove espécies representam 50% da aquicultura mundial das quais duas apenas são marinhas. A maior parte da produção são peixes de água doce e de pequeno valor comercial. Quando analisado os valores arrecadados a Ásia fica com 77,8% da arrecadação, enquanto que os percentuais de América e Europa sobem para 10,4% e 9,3%, respectivamente, o que caracteriza maior valor dos produtos americanos e europeus. A China lidera o mercado com 63% da produção mundial e 45% da arrecadação, seguido da Índia. O Brasil ocupa a 16ª posição.

Wurmann explica que as pesquisas com aquicultura oceânica são recentes, cerca de 15 anos, e apontam para inúmeras oportunidades e possibilidades de crescimento nas próximas duas décadas. Na visão do consultor, a expansão da atividade para alto mar implica em investimentos em pesquisa, planejamento e engenharia diferenciada. Uma das necessidades é amenizar os conflitos envolvendo outros segmentos como o turismo, o comércio marítimo e a pesca silvestre sem perder o foco de questões ambientais e legislação vigente.

Outro impasse em nível mundial é a disputa pelas faixas costeiras entre pequenos e grandes produtores. “A tendência é que a aquicultura marinha em larga escala avance para alto mar enquanto que a pequena produção se concentre nas faixas costeiras. Além disso, é preciso viabilizar à atividade oceânica prevendo questões como segurança dos trabalhadores, transporte e armazenamento da produção e alevinos e outros.  Países como EUA, Espanha e Noroega já conseguiram avançar nesse sentido. “Não estamos desmerecendo a produção mundial de pequeno valor, mas mostrando que existe um cenário enorme de oportunidades e potencialidades na aquicultura mundial oceânica”, completa Wurmann.

0 respostas

Deixe uma resposta

Quer entrar na discussão?
Sinta-se livre para contribuir!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *