Novos presidentes dos Creas recebem treinamento em Salvador
Na manhã do segundo dia da reunião do Colégio de Presidentes, que acontece até amanhã em Salvador, os 18 novos presidentes eleitos para os Creas iniciaram treinamento com três focos: apresentação dos fundamentos da nova ordem da gestão contábil e financeira; apresentação e escolhas estratégicas para o Sistema Profissional e a função dos Creas no processo de sustentabilidade do Sistema.
Na abertura do encontro, que também segue até amanhã, o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, ao falar sobre o Sistema Confea/Crea, fez questão de deixar uma reflexão em função do atual momento pós-eleição: “Nós não seremos tão grandes quanto poderíamos ser se não estivermos unidos num mesmo propósito. Tenham um olhar além dos conflitos internos”.
Falando um pouco sobre o Sistema Confea/Crea, Marcos Túlio destacou, além da importância de que os papéis de cada uma das organizações estejam claramente estabelecidos, que as novas lideranças pautem suas gestões numa visão de planejamento estratégico e tendo uma visão de futuro além das suas gestões. “As nossas organizações têm história que não começam e certamente não encerram conosco”, ressaltou.
Sobre a concessão de atribuição profissional, com a Matriz do Conhecimento e a Resolução 1.010, que passam a vigorar em 1o julho de 2012 – retroagindo a 2007 – o presidente fez questão de reforçar o avanço alcançado. “É preciso que compreendamos a diferença entre título acadêmico e título profissional”. Com o alerta Marcos Túlio reforçou a necessidade de que outras ações sejam implantadas para que os conflitos de concessão sejam minimizados.
“No Sistema há 307 títulos profissionais, enquanto no sistema acadêmico há cerca de mil título”, destacou Marcos Túlio, lembrando que o Ministério da Educação (MEC) tentou reduzir esse número para cerca de 22 título acadêmicos, mas que a finalização do processo de redução ainda não foi concluído.
Ainda na conversa com os novos presidentes, Marcos Túlio tratou sobre fiscalização de empresas e profissionais estrangeiros, do convênio de mútua cooperação firmado entre o Confea e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Prodesu. Este último ponto sendo de grande interesse dos novos gestores.
“Vocês precisam dominar e entender sobre todas as linhas de financiamento do Prodesu, pois, do ponto de vista financeiro, é extremamente vantajoso para os Creas, tendo em vista que os Regionais contribuem com 1% da arrecadação líquida e o Confea com 10%. “Vamos fazer um aporte financeiro de R$ 30 milhões ao Prodesu em função da queda de arrecadação dos Regionais diante dos novos valores da ART estabelecidos na Lei 12.514/2011”, finalizou.
Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea





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