Nota de Falecimento

 

O Crea-SC informa com pesar o falecimento do Eng. Agrônomo Antônio Augusto da Silva Aquini, aos 74 anos, nesta sexta-feira, 12 de junho, em Florianópolis.

 

A diretoria do Conselho transmite seus sentimentos a família, amigos e colegas, em nome dos conselheiros e colaboradores do Crea-SC, pela perda do ser humano excepcional e grande profissional da área agronômica catarinense.

 

Informamos que em função da pandemia a família não realizará cerimônia aberta de velório e sepultamento.

 

Natural de Passo Fundo/RS, o engenheiro desde muito jovem participava de representações classistas, trabalhando pela valorização da engenharia e pelo desenvolvimento da agronomia no estado.

 

Atuou em cargos e funções nas instituições Acaresc/Epagri, Cidasc, Agrotop, Cooperativa Agrícola de Caçador e Secretaria da Agricultura.

 

Foi ainda presidente do SEAGRO e AEASC, conselheiro do Crea-SC por cinco mandatos, presidente interino do Conselho em 2002 e recebeu a Medalha do Mérito Catarinense em 2012.

 

Em 2015 publicou, com o apoio do Crea-SC, Confea e Mutua, o livro “Agronomia, Agrônomos e Desenvolvimento”, abordando as áreas de atuação dos engenheiros agrônomos e como elas influenciam no desenvolvimento do estado. Com mais de trinta profissionais colaboradores a obra explana sobre temas como a pesquisa agropecuária, extensão rural, gestão federal e de pequenos municípios, agrotóxicos, agricultura orgânica, solos e produção de arroz, alho, banana, cebola e maçã, entre outras culturas.

 

A história da agronomia em Santa Catarina e um resgate da vida profissional do Engenheiro estão no livro, que traz ainda capítulo especial sobre Ética e Exercício Profissional.

 

**Leia abaixo artigo do Eng. Agr. Edélcio Paulo Bonato, conselheiro do Crea-SC, em homenagem ao profissional.

 

“AQUINISMO AGRONÔMICO”

Professor Aquini, como seu aluno o reverencio.

Mestre que me ensinou o que é ser Engenheiro Agrônomo na essência e como, mais do que defender, amar a profissão. Inúmeros foram seus dedicados préstimos à categoria.

Sua maneira peculiar na defesa da classe se iniciou, senão antes, tão logo recebeu o diploma e se potencializou com o passar dos anos. E esta dedicação foi além da Agronomia, se estendendo para todo o âmbito da Engenharia catarinense.

Citar os cargos, postos, comandos, escritos, enfim, abnegados compromissos em defesa da organização profissional que exerceu, exigiria extensa lista. Resumo-os como “Aquinismo Agronômico”, um jeito incondicional na luta pelos direitos, representação e apoio às causas da Agronomia.

Fui seu discípulo em muitas das ações. Seu admirador desde que cheguei a estas progressistas terras barriga-verdes.

Senti-me privilegiadamente seu amigo e por isso tentei copiar sua forma especial, entusiasmada e admirável de se orgulhar em ser Engenheiro Agrônomo. Claro que não tive o mesmo desempenho, até porque quase impossível tão formidável desenvoltura nesta tarefa.

Boa companhia, fácil conversa, extroversão desinibida, conhecimento vertente. Postura respeitosa, presença contagiante. Gratificante distinção conviver e em especial aprender com tão ilustre profissional, de quem me sinto orgulhoso dizer ter sido colega.

Tenho certeza de que os que não o conheceram ouvirão sobre seus feitos ou deles colheram ou colherão benefícios, em especial nas lides agronômica. Por onde passou deixou tatuada sua marca, fez valer seu DNA, contagiou o ambiente com sua aura. Dignificou a Agronomia.

Reverência, respeito e gratidão são no mínimo o que me obrigo por dever lhe prestar.

Partiu, mas deixou, ao que lhe presto reconhecimento, o seu marcante “Aquinismo Agronômico”.