Evento de imersão reforça compromisso do Sistema com a inovação

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Evento em Florianópolis aprofundou debates sobre cultura de inovação e estratégias para impulsionar projetos no Sistema Confea/Crea

 

 

Evento reuniu colaboradores de Creas para debater metodologias, compartilhar projetos e fomentar uma cultura integrada de inovação no Sistema Confea/Crea.

 

 

Após abertura marcada por painéis e palestras com lideranças do Sistema Confea/Crea e Mútua, a Imersão em Inovação, promovida pelo Confea, em parceria com o Crea-SC, avançou nos dias 4 e 5 de abril, consolidando-se como mais uma etapa importante da Trilha de Inovação do Confea-X.

 

 

Realizado no ecossistema de tecnologia da ACATE, em Florianópolis, o evento reuniu colaboradores e assessores de Creas de todo o país para debater metodologias, compartilhar projetos e fomentar uma cultura integrada de inovação no Sistema Confea/Crea.
A programação contou com workshops, palestras e apresentações de cases conduzidas pela equipe da Lab of Codes Soluções Digitais. Foram abordados temas como os desafios da transformação digital no setor público, cultura de inovação, gestão de ideias e ferramentas para a implementação de soluções criativas e eficazes.

 

 

Destaque para as palestras “Estratégia e Gestão de Inovação”, ministrada pelo assessor da presidência e coordenador do Confea-X, Lucas de Melo, e a apresentação sobre a “Esteira de Execução das Iniciativas de Inovação”, conduzida por Rodrigo Bianchetti, COO da Lab of Codes.

 

Eng. Caroline Burtet, coordenadora regional Sul do Confea

 

 

Evolução colaborativa como objetivo institucional

 

Para a coordenadora regional Sul do Confea, eng. Caroline Burtet, o encontro reforça o compromisso do Sistema em evoluir de forma colaborativa. “O objetivo é nivelar a capacidade tecnológica e de inovação dentro dos regionais, buscando a unificação e a melhoria contínua das ações. É um espaço para refletir sobre a atuação dos profissionais, buscando desburocratizar, facilitar e agilizar os serviços”, explicou.

 

Burtet também adiantou que, em breve, o Crea-SC e o Confea estarão inaugurando o primeiro espaço de coworking em parceria, no ambiente de inovação da ACATE, com o objetivo de fomentar a cultura de inovação e gerar oportunidades para os profissionais desenvolverem seus projetos.

 

Lucas de Melo, Coordenador do Confea-X, abordou sobre gestão estratégica em inovação

 

O coordenador do Confea-X, Lucas de Melo, explicou que a Trilha de Inovação é um projeto voltado para debater o tema inovação em todo o Sistema, buscando o alinhamento de estratégias e melhorias nos regionais, com foco no profissional. “Queremos promover esse alinhamento e direcionamento. O objetivo desta imersão é repassar conceitos e metodologias de gestão e execução de projetos de inovação dentro de uma estratégia, considerando os contextos específicos de cada regional.”

 

 

Rhuan Bittencourt, Assessor de inovação do Crea-SC

 

Já o assessor de inovação do Crea-SC, Rhuan Bittencourt, destacou a relevância da colaboração entre os regionais. “Este evento de imersão é importante para a integração entre os Creas. É um espaço para entender como cada estado está trabalhando a inovação e como podemos compartilhar ideias e projetos comuns.” Rhuan citou iniciativas bem-sucedidas em Santa Catarina que vêm inspirando outros regionais, como a Unicrea, o Crea Acelera, o Data Fiscaliza e os desafios de inovação aberta — este último iniciado em parceria com a ACATE e agora adotado pelo próprio Confea.

 

 

 

Mentalidade para inovar: colaboração, desconforto e crescimento

 

Um dos conceitos apresentados foi o da cultura de inovação, tema debatido por Léo Diniz, da Lab of Codes. Segundo ele, inovar exige mais do que ferramentas — requer uma mudança profunda de mentalidade. “Erre rápido para acertar rápido” foi uma das estratégias compartilhadas, num chamado à experimentação como método. Nesse contexto, reaprender a lidar com o desconforto, com o erro e com o diferente é essencial.

 

Diniz destacou que a transformação acontece quando há colaboração, contrastando duas formas de pensar: a mentalidade de escassez, que compete, e a mentalidade de abundância, que colabora. A inovação, segundo ele, precisa da segunda — especialmente quando o mundo caminha para a junção do digital, físico e biológico.

 

Ele ressaltou ainda que a capacidade de inovar está diretamente ligada à habilidade de estabelecer relacionamentos positivos, lidar com a diversidade de ideias e atuar em rede. “Mentalidade de crescimento exponencializa a inovação”, concluiu.

 

Léo Diniz, da Lab of Codes, abordou sobre cultura de inovação

 

Estratégia e visão sistêmica: inovação com propósito

 

O coordenador do Confea X,  Lucas de Melo, trouxe ao debate a importância de uma visão estratégica para a inovação, destacando a necessidade de atenção ao cenário interno e externo. Isso inclui o mapeamento político, legal e tecnológico, bem como demandas sociais, ambientais e econômicas que impactam diretamente a atuação dos profissionais do Sistema.

 

Lucas propôs uma abordagem prática, baseada na formulação de uma tese de inovação clara e alinhada às ambições institucionais. Essa tese deve dialogar com os colaboradores e demais atores envolvidos, organizando os projetos em uma lógica estruturada: diagnóstico de tendências, definição de objetivos, desenho de iniciativas e planejamento da execução.

 

Ressaltou também a importância do radar tecnológico, identificando tecnologias emergentes como 5G, automação, inteligência artificial e segurança cibernética, com o objetivo de integrá-las à realidade dos Creas. “É preciso saber o que já está disponível no mercado e como adaptar à nossa realidade, junto com a equipe de TI e a liderança institucional”, afirmou.

 

 

Da ideia à entrega: métodos ágeis e foco em valor

 

Rodrigo Bianchetti, COO e especialista em inovação da Lab of Codes,

 

Rodrigo Bianchetti, especialista em inovação da Lab of Codes, apresentou a esteira de execução das iniciativas de inovação. Ele compartilhou conceitos que ajudam a transformar ideias em projetos viáveis, destacando a importância de definir prioridades com base em três critérios: tempo, impacto e esforço. Abordou também a combinação entre ações internas, parcerias e aquisição de soluções externas.

 

Outros conceitos importantes foram o funil de inovação — que avalia e seleciona os projetos mais viáveis — e o modelo Stage-Gate, que organiza o desenvolvimento em etapas intercaladas por pontos estratégicos de decisão. Bianchetti também defendeu as entregas em ondas, com ciclos curtos e contínuos.

 

Segundo ele, a gestão da inovação deve considerar um portfólio balanceado, com governança clara, definição de responsáveis e participação ativa da liderança. “Os facilitadores da inovação não são donos do processo, mas agentes que ajudam a criar as condições ideais para que a inovação aconteça.”

 

O Manifesto Ágil da Inovação reforça quatro valores fundamentais: indivíduos e interações mais que processos e ferramentas; entregas em funcionamento mais que documentação abrangente; colaboração com o cliente mais que negociação de contratos; e adaptação a mudanças mais do que seguir um plano fixo. Outra abordagem foi a de Lean-Agile e o uso do conceito de MVP (produto mínimo viável), com entregas constantes e ciclos reduzidos, sempre com foco em gerar valor, com o mínimo de desperdício.

 

 

Jornalista Adriano Comin / Equipe Aicom / CREA-SC 

 

 

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