CREA Summit 2026 reúne mais de 2,8 mil participantes e apresenta propostas para cidades catarinenses

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Por Adriano Comin

Julianna Galeano

Edinéia Rauta

João Vitor Salgado

 

Fotos: Paulo França

Fernanda Arruda

Gabriel Arcanjo

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Caderno Cidades Ordenadas e palestras do LIDE com André de Angelo são os destaques da abertura do evento.

 

 

A abertura oficial do CREA Summit 2026 foi realizada na noite de sexta-feira (27 de março), marcando o início da programação principal do evento, com destaque para o lançamento do Caderno Cidades Ordenadas e a participação do LIDE. O Crea Summit 2026 tem o apoio do Confea e da Mútua.

 

 

 

 

O documento foi lançado durante a solenidade, com o objetivo de servir para o desenvolvimento de políticas públicas que impactem diretamente na melhoria da qualidade de vida da população e da sociedade. O Caderno contém propostas da área técnica para o planejamento urbano, com foco em cidades inteligentes e desenvolvimento sustentável, e será entregue posteriormente a representantes do poder público do Estado e dos municípios catarinenses.

 

 

A solenidade contou com a presença do presidente do CREA-SC, eng. Kita Xavier; do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgar Pereira Usuy, representando o governador Jorginho Mello; do conselheiro federal Daniel Robles, representando o presidente do Confea, engenheiro Vinicius Marchese; do diretor de Benefícios da Mútua, eng. Evanio Ramos Nicoleit, representando o presidente Joel Krüger; e do presidente da ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia, eng. Diego Brites.

 

 

Durante a abertura, o presidente Kita Xavier destacou a importância da inovação como eixo central para o desenvolvimento da engenharia e da sociedade. Segundo ele, o momento atual exige uma atuação mais dinâmica e integrada dos profissionais.

 

 

“Sem tecnologia, não há inovação. E sem inovação, não há avanço social”, afirmou, ao reforçar que a engenharia sempre esteve na linha de frente das grandes transformações, mas que o cenário atual demanda ainda mais velocidade, adaptação e conexão entre áreas, profissionais e gerações.

 

 

Kita também ressaltou iniciativas em andamento no estado, como a atuação da engenharia no Comitê de Gestão de Crise e Defesa Civil e a construção de um edital de fomento à inovação, inspirado em modelo do Confea. “Inovar não é apenas criar algo novo, é gerar impacto real na vida das pessoas”, completou.

 

O presidente da ACATE, Diego Brites, destacou a força do setor tecnológico catarinense, que reúne 29 mil empresas e movimenta R$ 42 bilhões, representando 8% do PIB estadual. Ele também chamou atenção para o cenário produtivo nacional: “Segundo a OIT, o Brasil chega a ser quatro vezes menos produtivo que o americano”.

 

 

Ao comentar a integração entre áreas, elogiou a iniciativa do CREA: “É no novo que a gente se fortalece”, além de parabenizar a entidade por unir tecnologia, inovação e engenharia.

 

Representando o governador Jorginho Mello, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgar Pereira Usuy, destacou o papel transformador da engenharia e a importância da inovação para o futuro do estado.

 

 

“É um orgulho estar aqui. Cresci entre régua e prancheta em casa”, afirmou, ao relembrar sua relação pessoal com a área. Ele também ressaltou que “o papel que a engenharia tem em transformar a sociedade” é central para o desenvolvimento.

 

 

Para o diretor de Benefícios da Mútua, engenheiro Evanio Ramos Nicoleit, é uma grande satisfação, não só apoiar, mas participar ativamente deste evento. “O CREA Summit se consolida como um congresso que promove o diálogo de construção coletiva e troca de experiência de profissionais da área, empresas de engenharia, entidades de classe e instituições de ensino.

 

Para nós é uma honra estar ao lado dos profissionais com a caixa de assistência e a oferta de benefícios sociais, de proteção e soluções de tecnologia de informação e comunicação”.

 

 

Representando o Confea, o conselheiro federal Daniel Robles enfatizou a necessidade de resultados concretos para a valorização profissional. Segundo ele, avanços como a reforma da Resolução 1121 e acordos técnicos ampliam o reconhecimento e a atuação dos engenheiros, inclusive em âmbito internacional, reforçando o compromisso com a representatividade da categoria.

 

 

Caderno Cidades Ordenadas reúne propostas para os municípios

 

O Caderno Cidades Ordenadas foi lançado durante a abertura do CREA Summit 2026. O documento será entregue a representantes do poder público do Estado e dos municípios catarinenses e tem o objetivo de servir para o desenvolvimento de políticas públicas que impactem diretamente na melhoria da qualidade de vida da população e da sociedade.

 

 

A publicação contém propostas da área técnica para o planejamento urbano, com foco em cidades inteligentes e desenvolvimento sustentável.

 

 

O coordenador do CREA Summit 2026 e chefe de gabinete do Crea-SC, eng. Felipe Penter, destacou o papel do evento como um espaço de integração entre conhecimento técnico, inovação e articulação institucional.

 

 

“O CREA Summit se consolida como um espaço de conexão entre profissionais, instituições e o poder público, fortalecendo a engenharia como protagonista no desenvolvimento das cidades”, afirmou.

 

 

Ao abordar o Caderno Cidades Ordenadas, Penter ressaltou o caráter coletivo e técnico do material, resultado direto da participação de mais de 1.800 profissionais de todo o estado, durante o 15º Congresso Estadual dos Profissionais (CEP).

 

 

“O que lançamos aqui é a síntese de um esforço coletivo. Um trabalho construído por profissionais que conhecem a realidade e que estão contribuindo, de forma efetiva, para o futuro das cidades”, destacou.

 

Infraestrutura e inovação em pauta no LIDE

A participação do LIDE integrou a programação de abertura do CREA Summit 2026, trazendo ao palco uma reflexão sobre desenvolvimento, inovação e o papel estratégico da engenharia no crescimento das cidades com a palestra de André de Ângelo, presidente no Brasil da Acciona, uma das maiores empresas de engenharia, que foi recepcionado pelo presidente do LIDE SC RS, Delton Batista.

 

 

Batista reforçou a importância de uma postura estratégica e orientada a resultados diante dos desafios do país. “Para o Brasil que a gente quer, é fundamental valorizar nossas qualidades e potencialidades, transformando isso em vantagem competitiva”, afirmou.

 

 

Na sequência, Ângelo abordou temas estratégicos como os desafios e oportunidades da infraestrutura no país, a inovação por meio de cidades inteligentes e sua trajetória de ascensão como empreendedor corporativo, considerada um exemplo inspirador para os quase 5 mil profissionais presentes no evento.

 

 

O empresário chamou atenção para uma visão mais ampla sobre o papel da infraestrutura no desenvolvimento. “Muitas vezes, as pessoas pensam que infraestrutura é só ponte, rodovia, cimento. Mas não é só isso.

 

 

Um real investido em infraestrutura e saneamento é quatro reais a menos em gasto com saúde pública”, afirmou. Segundo ele, o conceito é muito mais abrangente e estratégico: “A infraestrutura está no ciclo de desenvolvimento. Envolve energia, logística, transporte, saneamento”.

 

 

Ao analisar o cenário nacional, destacou avanços recentes, mas apontou a necessidade de maior investimento: “O Brasil avançou, mas ainda precisa dobrar o investimento. São 280 bilhões de investimento, mas há um GAP de 217,8% ao ano e 80% desse valor investido vem da iniciativa privada”.

 

 

Ele também abordou desafios estruturais do setor, como a empregabilidade feminina na engenharia, destacando iniciativas da própria Acciona como exemplo. “Mais de 900 mulheres estão trabalhando na Linha 6 do metrô. Somos a empresa que mais emprega mulheres no setor no país”, ressaltou, ao mencionar que a companhia atua com metas para ampliar a participação feminina.

 

 

Ângelo trouxe a questão da queda do interesse pelos cursos de engenharia. “Segundo a FGV, 82% das empresas tem dificuldade para contratar. É necessário inovar para atrair e a Acciona conta com programas para isso”.

O CEO da Acciona reforçou que a tecnologia está transformando a forma como a infraestrutura é executada, ampliando ganhos de produtividade, segurança e previsibilidade nos projetos.

 

 

“Hoje é difícil construir sem essas ferramentas”, destacou. Também destacou a necessidade de incorporar critérios sustentáveis de forma estruturada no setor. “A gente precisa avançar em termos de legislação. O governo precisa entender que, ao lançar uma licitação, deve exigir no edital critérios que contemplem aspectos sustentáveis”, afirmou.

 

 

Engenheiro civil de formação, André de Ângelo concluiu destacando o papel estratégico da engenharia no desenvolvimento nacional. “A infraestrutura transforma o país, e a engenharia torna isso possível”, finalizou.