Trabalhos do Mercosul para livre trânsito profissional em fase de conclusão

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Ao presidir a 1412ª Sessão Plenária Ordinária do Confea, o presidente em exercício da instituição, eng mec., eng. civ. e de seg. trab. Júlio Fialkoski, informou sobre os trabalhos da Comissão de Agrimensura, Agronomia, Arquitetura, Geologia e Engenharia para o Mercosul (Ciam) que nas duas últimas semanas teve um passo importante executado pelos representantes do Brasil. “Nossos especialistas [de Agronomia, de Geologia e Minas, de Civil, de Mecânica e de Elétrica] apresentaram seu trabalho de casa: consolidaram o levantamento das disciplinas cursadas em todas as universidades em cada modalidade, e das quantidades de horas de estudo necessárias para a obtenção do diploma”, contou Fialkoski. 

Nos dias 11 e 12 de setembro, a Ciam realizará reunião executiva em Montevidéu, onde propostas  semelhantes advindas dos outros países também serão apresentadas para que seja condensado um documento único. “A reunião de setembro funcionará como uma preparatória, que apare as arestas para chegarmos a consensos quando de divergências, antes da Assembleia Geral, prevista para acontecer em outubro”, explicou Fialkoski. A ideia é que com a consolidação do conteúdo mínimo e das horas necessárias que cada estudante deve cursar, o profissional tenha trânsito livre entre os países-membros do Mercosul. Após aprovação na Assembleia Geral da Ciam, a proposta seguirá para o Itamaraty e paralelamente para os órgãos competentes de cada país-membro. De acordo com Fialkoski, a Ciam vem trabalhando há dez anos para que o trânsito livre de profissionais seja implementado no Mercosul.

Em entrevista à equipe de Comunicação do Confea, durante a 71a Soea, o presidente da Federação Mundial de Organizações de Engenharia (Fmoi), o engenheiro civil e palestino Marwan Abdelhamid, defendeu que a regionalização da mobilidade profissional é um primeiro passo para um trânsito livre global, casando com os trabalhos que a Ciam vem desenvolvendo. “Começamos região por região, continente por continente e depois podemos alcançar a mobilidade global de engenheiros. A dificuldade da mobilidade profissional não é um problema de engenharia em si. É um problema político entre países. Nós temos de lutar para implementar a mobilidade de engenheiros”, afirmou, ao complementar que a Federação Mundial (que tem sede em Paris) também tem em execução alguns projetos nesse sentido.

Beatriz Leal
Equipe de Comunicação do Confea

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