Texto Referencial ao 10° CEP/ 7° CNP: O Exercício Profissional e a Sustentab…
O EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES: UMA ABORDAGEM MERCADOLÓGICA
Ênio Padilha
– Engenheiro Eletricista. Mestre em Administração. Autor de Livros sobre Administração de Negócios em Engenharia e Arquitetura
RESUMO:
Valorização Profissional e Sustentabilidade são conceitos amplos e que podem ser abordados de diversas maneiras. Este artigo apresenta uma visão mercadológica da questão, assumindo que Engenharia, Arquitetura e Agronomia são marcas com valor comercial e que engenheiros, arquitetos e agrônomos, na data de suas formaturas, conquistam o direito de explorar comercialmente essas marcas. É apresentada uma discussão sobre o momento em que o jovem deixa de ser um simples estudante e passa a apresentar as características distintivas dos profissionais; as dimensões do exercício profissional e a responsabilidade individual pela valorização e sustentação da marca, assumida como um bem coletivo. Por fim são apresentados elementos (recomendações) para um exercício profissional sustentável: um comportamento profissional comprometido com a
valorização profissional, segundo preceitos mercadológicos.
Palavras Chave: Engenharia, Arquitetura, Agronomia, Valorização Profissional, Sustentabilidade, Marketing
1 INTRODUÇÃO: QUANDO COMEÇA E QUANDO TERMINA A CARREIRA PROFISSIONAL DE UM ENGENHEIRO, ARQUITETO OU AGRÔNOMO?
A formatura num curso superior é um momento significativo na vida de uma pessoa. Toda aquela movimentação que começa meses (às vezes anos) antes, com a constituição da comissão de formatura, a organização de eventos para arrecadação de fundos, a viagem de fim de curso, os convites, o roteiro do cerimonial, a compra de roupas novas, a escolha das músicas, os discursos do orador e do paraninfo, o juramento… e, enfim, a colação de grau, aquelas palavras que o reitor diz mas que o
formando nem escuta direito, de tão emocionado. E, lá na platéia, em algum canto, alguém enxuga discretamente uma lágrima teimosa.
No Brasil, poucas são as pessoas formadas em curso superior que não consideram a data da formatura como um dos dias mais importantes e inesquecíveis das suas vidas. E não é pra menos. Afinal, mesmo nos dias de hoje, com a proliferação de escolas superiores por todo canto do país, ainda assim, concluir e se formar numa faculdade é um desafio para poucos. Por conta disso, o senso comum aponta que a carreira profissional de um arquiteto, engenheiro ou agrônomo começa no dia da sua formatura. Essa é a data utilizada como referência nas conversas, nas comemorações e para o jubileu. Quando perguntam “quantos anos de Engenharia você tem” a resposta sempre conta o tempo a partir daquela data mágica.
No entanto, eu penso que os anos de faculdade deveriam ser contados como “tempo de engenharia”. Afinal, se aquilo não faz parte da experiência do profissional na engenharia, faz parte do quê? A transformação de um jovem de ensino médio em arquiteto (ou engenheiro, ou agrônomo) não se dá exatamente no dia da formatura. Acontece antes, em algum momento, durante o curso, quando a cabeça da pessoa já está sintonizada com os objetivos comuns dos profissionais. Quando as ações e reações do estudante já são compatíveis com o comportamento dos profissionais da área. Em outras palavras, quando o estudante já tem “cabeça de arquiteto” ou “cabeça de engenheiro”.
Por isso, considero que um jovem estudante de engenharia ou de arquitetura já faz parte do universo profissional que envolve engenheiros e arquitetos e deveria ter o direito de ser alvo dos projetos institucionais e da atenção das organizações profissionais. E, principalmente, deveria assumir os deveres e responsabilidades próprias da profissão. Quando se forma numa faculdade de Arquitetura ou de Engenharia o profissional já tem cinco ou seis anos de experiência nesse novo mundo. Mas não se pode negar que o dia da formatura é um dia de muitas conquistas. A conquista da liberdade e da autonomia profissional, a conquista da possibilidade de exercer plenamente a profissão, a conquista de avanços financeiros…
Do ponto de vista prático, no dia da formatura o engenheiro, arquiteto ou agrônomo conquista o direito de assumir a propriedade da marca Engenharia. Da marca Arquitetura. Da marca Agronomia. Ele passa a ser dono dessa marca. Tem o direito de explorá-la comercialmente. E esse direito é exclusivamente dele e de quem mais tenha o título profissional compatível, uma vez que a Lei nº 5194/66, em seu art. 5º, veda expressamente o uso da palavra "engenharia" na denominação social de empresa em que a maioria dos sócios que a constituem não possuam a qualificação de engenheiro nem se encontrem regularmente inscritos no órgão fiscalizador.
Para ler a continuação do artigo (itens abaixo), acesse: http://www.confea.org.br/publique/media/marketing_enio.pdf
2 MARCA COMERCIAL
3 A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES
4 DIMENSÕES DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A CRISE
5 ELEMENTOS PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL SUSTENTÁVEL
5.1 Agir com Ética, seja qual for a circunstância
5.2 Investir recursos na manutenção da competência
5.3 Envolver-se nas atividades das organizações profissionais
5.4 Trocar informações profissionais com os colegas sem objetivar vantagens pessoais
5.5 Não investir energias nas brigas internas das profissões
5.6 Tratar bem os empregados e subordinados
5.7 Não explorar os fornecedores
5.8 Cumprir as promessas feitas, mesmo que não estejam escritas em
orçamentos e contratos
5.9 Não praticar e nem tolerar o Acobertamento
5.10 Progredir Profissionalmente
CONCLUSÕES E PROPOSTAS PARA DISCUSSÃO




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