SOEAA 2011: Um olhar para a inovação tecnológica
Um dos 16 projetos apresentados em 2010 pelo CREA-SC na 2ª edição do documento Pensando Santa Catarina – Contribuições das Áreas Tecnológicas para o Desenvolvimento Sustentável é “Um olhar para a Inovação Tecnológica”, onde o Conselho propõe ao próximo Governador que faça um diagnóstico para conferir o potencial econômico para o Estado com o crescimento do setor de inovação tecnológica. Segundo o documento, o próximo passo é tomar iniciativas concretas para incentivar o crescimento do setor e dar suporte para a produção dos novos produtos nascidos nas empresas inovadoras catarinenses, evitando que bons produtos gerados aqui sejam precocemente adquiridos e produzidos em escala industrial no exterior.
Contexto nacional e estadual – Por muito tempo a atividade de inovação foi vista como coisa de países ricos. Nos últimos anos, a China e a Índia têm ganhado espaço nessa área, como gigantes emergentes capazes de criar produtos e serviços de classe mundial. Agora, timidamente, o Brasil começa a fazer parte desse time. Uma indicação é a entrada da Petrobras no ranking das 50 empresas mais inovadoras do mundo.
No entanto, a baixa inovação no setor produtivo nacional ainda é grande, em função de que apenas 16% dos cientistas do país estão em empresas, enquanto que nos EUA e Coreia do Sul, por exemplo, o percentual é de 80%. Outra necessidade é a de elevar de 1% para 3% o percentual do PIB aplicado em P&D. O país investe anualmente em pesquisa e desenvolvimento cerca de 1% do Produto Interno Bruto, o que o coloca muito longe da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os países desenvolvidos e alguns emergentes.
De acordo com o relatório Unesco sobre ciência 2010, uma boa notícia é que o número de doutores diplomados cresceu de 554, em 1981, para cerca de 12 mil, no ano passado. Isso estimula a instalação de grandes laboratórios de pesquisas no País, colocando o Brasil na rota mundial da inovação tecnológica.
Outra novidade é que o Banco Central já deu a autorização prévia – chamada carta patente – para que a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) se transforme em um banco público. O objetivo desse novo "banco da inovação" é financiar empresas e instituições de pesquisa que desenvolvam projetos de inovação tecnológica. A implantação, anunciada juntamente com outras medidas a serem adotadas pelo atual governo no campo da ciência e tecnologia, deverá demorar de dois a três anos.
E no momento em que se discutem estes novos rumos da inovação tecnológica em âmbito nacional, é importante que Santa Catarina esteja na vanguarda das informações, buscando sempre o bem coletivo e resguardando as necessidades da sociedade. Para o Estado, Ciência e Tecnologia é um assunto estratégico. Santa Catarina é o segundo polo de tecnologia do Brasil, ficando atrás somente de São Paulo.
No início de 2008 foi sancionada no estado a Lei de Inovação Tecnológica, aprovada pela Assembleia Legislativa estadual em dezembro de 2007. A medida prevê, entre outras coisas, a aplicação de 2% da receita líquida do Estado em pesquisas. A nova legislação busca reduzir a distância entre as iniciativas públicas e privada, estimulando a pesquisa e a rápida absorção desses conhecimentos pelo setor produtivo.





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