Plano Diretor de Florianópolis?
Tema: Mobilidade Urbana
Titulo: Plano Diretor de Florianópolis?
Eng. Civil Léo Caldas
leosaraivacaldas@yahoo.com.br
Frase: “O que se esperava do novo Plano Diretor de Florianópolis é que ele indicasse as faixas a ser ocupadas pelas linhas de trens. Esperava-se solução de mobilidade para o futuro dessa grande cidade”
Esperava-se, neste momento, depois de anos, que o projeto do novo Plano Diretor de Florianópolis explicitasse um modelo de transporte de massa que integrasse os diversos bairros da Ilha e os do Continente, incluídos aí os dos três municípios vizinhos Biguaçú, Palhoça e São José, que compõem a mesma cidade e que, à falta de outro nome, vamos chamar de Grande Florianópolis.
Em virtude dessa frustrada expectativa, fica no ar a sugestão que concebemos ser as linhas mestras do Plano Diretor que recentemente foi aprovado pela Câmara de Vereadores e pelo Prefeito.
Antes, porém, algumas considerações iniciais e definições:
1. O termo “Cidade” é compreendido como o espaço terrestre ocupado de forma contínua pelo homem para o uso como habitação, trabalho e lazer, desprezando eventuais divisas políticas, como ocorre aqui na Grande Florianópolis.
2. Transporte urbano de massa para cidades acima de um milhão de habitantes, deve ter no topo da cadeia de modais de transporte o trem. Ônibus são modais de transporte urbano intermediários, que dão apoio e completam o trabalho dos trens. Na falta de trens, ocorre o que observamos em quase todo o Brasil: ruas entulhadas de ônibus e automóveis.
3. Para não ir muito longe, comparemos essa situação com as capitais nossas vizinhas: o que acontece agora com Curitiba, que está ultrapassando os dois milhões de habitantes e não possui um verdadeiro transporte de massa? Corre agora atrás do trem. Porto Alegre já tem parte de seu transporte urbano em trens e muito menos engarrafamentos.
A Grande Florianópolis alcançou agora a população de um milhão de habitantes. Não é mais uma cidade pequena. E permanece em contínuo crescimento. É preciso, portanto, delinear já como será a solução do transporte urbano de massa para dois e três milhões de habitantes.
A conotação geográfica mais importante da Grande Florianópolis é que ela se espalha pelo contorno das baías Norte e Sul, que separam a Ilha do Continente de forma longitudinal, nos sentidos Norte e Sul das duas orlas. São duas linhas de agrupamentos humanos, ligadas entre si por um único eixo, no centro, com sentido Leste e Oeste: as pontes.
Esse contexto define a forma da Grande Florianópolis e, ao mesmo tempo, impõe a indicação das linhas de transporte de massa que ela precisa. Impõe também as linhas mestras que o Plano Diretor precisará seguir para conseguir ordenar a ocupação de cada atividade na Cidade.
O que se esperava do novo Plano Diretor de Florianópolis é que ele indicasse as faixas a ser ocupadas pelas linhas de trens. Elas precisam ser definidas agora, para em seguida iniciar a desapropriação dos terrenos. Esperava-se solução de mobilidade para o futuro dessa grande cidade.
Precisamos também de soluções para a água, para o esgoto e para muitas outras coisas. Mas precisamos muito de um transporte melhor. O Plano Diretor deve conter a concepção das linhas mestras que irão encaminhar quais as melhores (mais baratas e mais confortáveis) soluções para o futuro da cidade. Sem um projeto corajoso para a mobilidade urbana, nem se pode dizer que temos um Plano Novo.





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