O futuro das cidades – Eng. Civil Osmar Günther

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“O tempo não está do nosso lado. A tarefa diante de nós é imensa, é um trabalho que deveríamos ter feito ontem” (Anna Tibaijuka, Diretora-executiva da ONU-Habitat)

De 22 a 26 de março estivemos no 5º Fórum Urbano Mundial, da ONU-Habitat, no RJ. Debateu-se o futuro das cidades face ao célere e desordenado crescimento. Realizado nos armazéns revitalizados do pier Mauá, para 21 mil pessoas de 160 países. Lula abriu, discursando sobre a regularização fundiária e urbanização de favelas cariocas. Obama enviou delegação de 500 pessoas, à frente o Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Shaun Donovan. Edições anteriores bianuais do Fórum ocorreram em Vancouver, Nanjing, Barcelona e Nairóbi.

Os próximos 20 anos não terão precedentes na história da humanidade.

A população mundial urbana saltará de 50 para 70%. O Brasil está com 80%, Jaraguá 90%. O quadro é nefasto. Nunca o planejamento urbano foi tão importante. Temos Plano Diretor desde 1993, com upgrade em 2007. Reconhecido fora e olimpicamente ignorado aqui. Conhecê-lo e executá-lo é preciso.

A problemática urbana é universal, varia a escala. Com o inchaço, vem a degradação das cidades, que consomem 80% da energia global produzida, geram 70% de todo o lixo e contribuem com 60% de gases-estufa. E são as grandes vítimas das mudanças climáticas.

Para reverter o cenário a gestão urbana requer nova visão, mudança cultural e eficiência institucional. E um planejamento rigoroso e racional do uso do solo. O caminho está na humanização e na sustentabilidade urbana. O novo vocabulário inclui green cities, green buildings, retrofit, reskin, inclusão, habitabilidade, resiliência, zero CO2, participação popular, restrição veicular individual.

O desafio-chave da ONU-Habitat para o século 21 é a união dos setores público e privado com a sociedade civil para elevar a urbanização sustentável ao topo das agendas governamentais.

 

 

 

 

 Osmar Günther
Eng. Civil e Especialista em Planejamento Urbano
 

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