Artigo: O Engenheiro Florestal e as atuais demandas de atuação em Santa Catarina

A Engenharia Florestal é uma modalidade de atuação profissional que surgiu a aproximadamente 300 anos em Tharandt, na Alemanha, expandindo-se posteriormente para outros países da Europa, América e Ásia. Em todas essas regiões, a Engenharia Florestal foi instalada em consequência do uso inadequado de recursos naturais e do surgimento dos efeitos negativos dessas práticas. No Brasil, onde o primeiro curso foi instalado em 1960, os fatores precursores foram os mesmos de outros países.
Atualmente há mais de 70 cursos de graduação no país e que necessitam atender às exigências cada vez mais crescentes e diversificadas em relação aos recursos naturais.
Diferentemente de décadas passadas, quando o Engenheiro Florestal tinha sua atuação voltada quase que exclusivamente para atividades de produção e conservação florestal, atualmente as demandas também estão fortemente relacionadas ao uso do solo e dos recursos naturais no meio urbano e com ampla interface com outros profissionais da engenharia. A ocorrência anual de desastres naturais no Brasil é uma amostra de que essa necessidade é crescente. Tornam-se mais intensas e frequentes as solicitações de levantamento, manejo e conservação dos recursos naturais, estudos ambientais, quantificação de biomassa e carbono, serviços ambientais dos recursos florestais, planejamento de recursos naturais em meio urbano, entre outros.
Aliado a isso, a evolução do Brasil no setor de produção florestal deve-se também à atuação desse profissional. Nosso país atualmente é exemplo para o mundo em tecnologia no setor de florestas plantadas.

O Engenheiro Florestal tem suas atividades regulamentadas pelo sistema CONFEA/CREA que é quem define e fiscaliza as atribuições profissionais. Em Santa Catarina, onde atuam aproximadamente 1.600 profissionais da Engenharia Florestal o CREA criou, em 11 de fevereiro de 2011, a Câmara Especializada de Engenharia Florestal, composta por conselheiros, representantes das instituições de ensino, bem como por representantes das entidades de classe registradas no Estado. Esses profisionais analisam todos os processos que apresentam relação direta ou interface com a Engenharia Florestal, incluindo, entre outros, registro de profissionais e empresas, atribuições profissionais e questões de ética profissional.
Há que se ressaltar que Santa Catarina apresenta 37% de seu território coberto por florestas e outras formas de vegetação natural, bem como o setor de base florestal é o segundo colocado em importância econômica, a atuação do Engenheiro Florestal é considerada essencial para a continuidade do bom desempenho deste setor e para o uso adequado e conservação dos recursos florestais. Neste 12 de julho, dia do Engenheiro Florestal, consideramos importante essa reflexão.
Eng. Ftal. Lauri Amândio Schorn
Conselheiro Titular da Câmara Especializada de Engenharia Florestal





