GT Agricultura Familiar propõe projeto de assistência técnica para agricultores
Na busca de caminhos para que os agricultores da Grande Florianópolis possam melhorar os resultados das suas atividades, bem como atender as exigências de produção segura, o GT Agricultura Familiar do Conselho, está propondo parceria para que os pequenos agricultores tenham maior facilidade de acesso a uma efetiva assistência técnica individualizada na propriedade.
Na opinião do coordenador da Câmara Especializada de Agronomia (CREA-SC), Eng. Jorge Dotti Cesa, o agricultor tem que assumir suas responsabilidades frente aos avanços e exigências nas áreas tecnológicas, sociais e ambientais, mas é dever do poder público e entidades do setor dar o devido apoio. “A assistência técnica junto com a extensão rural são a base de informação e orientação para que os agricultores possam evoluir e produzir alimentos de forma rentável e com segurança para sua própria família e para os demais consumidores”, destaca Dotti.
Para ele, o receituário agronômico é uma ferramenta indispensável no controle e uso adequado de agrotóxicos, mas a sustentabilidade da atividade agrícola e da própria segurança alimentar vão muito além do receituário. Exigem uma assistência técnica individualizada e permanente. A ideia seria inicialmente implantar projeto piloto em um ou dois municípios da região, com a colaboração da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAESC) por intermédio do sindicato afiliado e apoio da EPAGRI, para organizar e motivar grupos de agricultores em torno da parceria. Formado os grupos, a EPAGRI fará a capacitação em tecnologias mais sustentáveis, com redução ou até eliminação do uso de agrotóxicos, sugerindo a transição para processos produtivos mais rentáveis e seguros.
Com agricultores e suas famílias melhor capacitados, o trabalho segue com a participação de profissional habilitado para complementar a extensão rural com visitas de assistência técnica individual a cada agricultor comprometido com o grupo. Este acompanhamento, segundo Dotti Cesa, permitirá ao profissional assinar junto com o agricultor a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida pelo CREA-SC, cumprindo assim a legislação vigente.
A forma de contratação do profissional responsável deverá ser discutida em cada município e em cada grupo. O Grupo de Trabalho do CREA-SC já levantou algumas possibilidades, todas elas envolvendo parcerias entre os diversos órgãos envolvidos. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por intermédio do Professor Fernando Bauer, sinaliza com possibilidade de bolsas para engenheiros agrônomos recém-formados e apoio das municípios e sindicatos dos trabalhadores na forma de convênios ou cedendo profissionais e infraestrutura (veículos, combustíveis, sala), além dos editais de chamamento público do MAPA, que podem também viabilizar recursos. Também está prevista a participação dos agricultores no rateio na contratação do responsável técnico dará assistência técnica individual na propriedade.






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