Empresa de SC inaugura primeiro edifício modular metálico 3D do Brasil com oito andares

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Construído na cidade de Tubarão, no sul de Santa Catarina, o edifício Level é o primeiro do Brasil a utilizar a construção modular off-site 3D – processo no qual um edifício é construído dentro de uma fábrica, fora do canteiro de obras. Com oito andares, o prédio irá abrigar a sede da empresa responsável pelo projeto, além de dois andares destinados para utilização de coworking com espaço de convivência e ainda um térreo com restaurante e lojas de conveniência.

 

O diferencial da construção industrializada é que ela necessita de um rigoroso processo de fabricação, que se traduz em diminuição de desperdício de matéria prima e na agilidade para todos os processos de construção devido à mecanização e automatização.

 

“As obras convencionais, normalmente, se estendem além do prazo estipulado, não respeitam orçamento e causam grande impacto ambiental durante a execução. Já uma obra feita em fábrica (off-site) permite reduzir expressivamente os custos e cumprir prazos, seguir um orçamento assertivo e diminuir o impacto ambiental drasticamente”, conta Ricardo Mateus, sócio-fundador da construtech.

 

Com 56 módulos e três mil metros quadrados, o edifício modular metálico 3D construído em Tubarão é também o único da América Latina e foi entregue em tempo recorde. Sob condições controladas de um ambiente industrial, usando alta tecnologia, as construções modulares podem reduzir em até quatro vezes vezes o processo construtivo convencional.

 

“Level foi entregue em 90 dias, considerando 15 de instalação. Um tempo recorde sem precedentes na construção civil brasileira”, destaca Ricardo.

 

A construção modular metálica 3D, diferente de obras modulares metálicas tradicionais que utilizam conteiners, surge do zero, o que possibilita maiores dimensões e personalização do projeto.

 

Aproveitando recursos sustentáveis o empreendimento erguido em Santa Catarina utiliza painéis fotovoltaicos nas fachadas e cisternas para o armazenamento da água de chuva. “Vale ressaltar que por ser uma construção a seco, não utilizamos água no processo de fabricação dos módulos e que empregamos painéis térmicos em nossas paredes que filtram 80% do calor externo, minimizando a necessidade do uso de sistema de climatização”, completa Ricardo.

 

A agilidade da obra off-site foi utilizada em construções hospitalares no período da pandemia. A empresa Brasil ao Cubo está à frente da ampliação e construção de vários hospitais, entre os quais o hospital Regional de Ceilândia (DF); o hospital de Retaguarda de São José dos Campos (SP) – esse com obra a partir do zero e entregue em 36 dias –, o hospital do M´Boi Mirim (SP) e, mais recentemente, o hospital Samambaia no Distrito Federal no qual serão entregues 100 leitos de UTI para o tratamento de pacientes de Coronavírus.