Dia do Engenheiro e do Arquiteto: desafios e oportunidades

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Brasília, 09 de dezembro de 2009.

 

Engenheiros e arquitetos comemoram o seu dia, neste 11 de dezembro, com uma perspectiva de grandes desafios e oportunidades para o próximo ano. Se por um lado, em 2010, o grande desafio será o de reerguer a economia mundial após a crise, sem perder de vista as questões do desenvolvimento sustentável, da justiça social e da ética, por outro lado, o cenário mostra-se repleto de oportunidades.

 

Na área das engenharias, por exemplo, a construção civil vê-se diante de uma demanda até mesmo difícil de atender. A construção de navios e de plataformas de petróleo prepara-se para um grande salto; a fabricação de automóveis expandiu-se e as encomendas da indústria aeronáutica mantiveram-se elevadas.

 

Os arquitetos e urbanistas, por sua vez, vêm empreendendo um grande esforço, tanto junto aos municípios como às Secretarias de Desenvolvimento Urbano e ao Ministério das Cidades, a fim de efetivar os princípios preconizados pelo Estatuto das Cidades, propugnando pela discussão participativa de Planos Diretores. Isso só para citar um exemplo.

 

Para marcar o seu dia, alguns profissionais da Engenharia e da Arquitetura falam sobre as oportunidades e desafios para o próximo ano:

 

 

O ano de 2010 de modo geral será promissor. Para os profissionais que trabalham na iniciativa privada, será um ano de grandes oportunidades, principalmente por conta do mercado imobiliário, que está em alta. Por ser um ano eleitoral, esperam-se grandes investimento em obras, sobretudo as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que também será traduzido em grandes oportunidades para os profissionais que trabalham em obras públicas.

 

Quanto aos desafios, teremos o novo marco da Conferência de Copenhague e deveremos dar a nossa contribuição em termos de tecnologia. O desafio maior será o de inovar, adaptar e criar protocolos para a certificação de construções sustentáveis. Não se trata apenas de obedecer a determinações do governo: há uma necessidade real de se preocupar com o meio ambiente e os engenheiros e arquitetos também têm sua responsabilidade no que se refere à emissão de gases do efeito estufa.

 

Antônio Carlos Aragão, engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atua na iniciativa privada, é conselheiro estadual do Crea-PE e coordenador nacional das Coordenadorias de Câmara Especializada de Engenharia Civil.

 

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Entre as oportunidades que se desenham para os arquitetos em 2010 estão os projetos relativos à construção da infraestrutura necessária para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O desafio já começou e, em 2010, se fará ainda mais presente. O maior deles é o de defender a participação dos profissionais brasileiros e planejar as construções necessárias para receber os eventos de forma que elas sejam aproveitadas depois, como legado para as cidades que receberão os jogos. Outro desafio refere-se à criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, que dará maior autonomia para os profissionais da área.

 

Lúcio de Medeiros Dantas, arquiteto, Crea-RN

 

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O desafio de todos os profissionais hoje é o de manter-se atualizado diante da constante e rápida evolução da tecnologia. As descobertas devem ser diárias, porque a cada dia há novas máquinas, equipamentos e ferramentas. Nesse cenário, há grandes oportunidades para os profissionais da Engenharia, dentro do contexto do desenvolvimento que estamos vivendo. Um dos exemplos é o desafio tecnológico do pré-sal e a compra de aviões pelo Brasil. Com isso, vem um ganho tecnológico muito grande. É preciso estar preparado para absorver as novas tecnologias, não apenas incorporando-as, mas também as questionando. O que a maioria das universidades têm feito é receber e não questionar.


Júlio Fialkoski, técnico eletrônico, engenheiro mecânico, civil e de segurança do trabalho. Empresário da indústria da construção civil e mecânica.

 

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Há áreas que necessitam cada vez mais de profissionais especializados, como, por exemplo, a acessibilidade. Hoje todo projeto tem de ser acessível. É um mercado relativamente novo e, embora pareça simples, não é: requer especialização. Outro nicho de mercado que pode ser mais bem explorado é o da gestão e coordenação de projetos, trabalho que cada vez mais vem sendo feito por arquitetos dentro de grandes construtoras. Outro mercado que está se expandindo é o das construções sustentáveis. Em Natal (RN) está-se discutindo muito a questão da etiquetagem das construções, a exemplo do que vem sendo feito com os eletrodomésticos, sobre o nível de consumo de energia. Em meio a todas essas oportunidades, temos o desafio da aprovação do Conselho de Arquitetos e Urbanistas.

 

Emanuelle Albuquerque de Oliveira, arquiteta formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, especializada em acessibilidade.

 

 

Mariana Silva
– Assessoria de Comunicação do Confea

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