Como a engenharia pode ajudar o Brasil e como o Brasil deve ajudar a engenharia
O Brasil atravessou um grande período de estagnação nos últimos 30 anos em que a formação em Engenharia não era atraente. Após a década de 1970 – que contou com grandes investimentos e empreendimentos no Brasil – o país assistiu seu setor de infraestrutura dar uma desaquecida, uma estagnada.
Passado o Século XX e com a inserção do país no cenário internacional como a sexta potência econômica mundial, o Brasil tem a obrigação de voltar a movimentar sua infraestrutura (isso sem mencionar Copa do Mundo, Olimpíadas, etc). O Brasil precisa demais da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, e deve, agora, resgatar seus profissionais, recuperando o período de estagnação ocorrido nas décadas de 1980 e 1990.
A Engenharia é a alavanca do desenvolvimento e do progresso de qualquer país. No Brasil não é diferente e, por isso, o termo “necessário” ainda é pouco para descrever o quanto o país deve promover a Engenharia e as áreas do conhecimento técnico e científico.
Agora a Engenharia voltou a ser valorizada e o mercado aquecido. O país percebeu que a profissão é essencial para o setor produtivo e, assim, o poder público começou a traçar políticas que dependem do conhecimento dos profissionais dessa área (como o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento -, por exemplo). É aqui que se inicia a reflexão sobre como a Engenharia pode ajudar o Brasil. Uma vez reconhecida a importância da área tecnológica, os profissionais, agora valorizados, farão sua contrapartida, colocando seu conhecimento a favor do desenvolvimento da nação.
Esse retorno que os profissionais devem dar ao país já será com a nova forma de olhar o mundo que a área tecnológica está desenvolvendo – dados os novos desafios de escassez de energia, da administração de recursos e da manutenção de um meio ambiente saudável. A sustentabilidade se tornou fator importantíssimo na visão de futuro em qualquer região do mundo e o desenvolvimento tecnológico adquiriu um caráter de urgência inquestionável para fazer valer o respeito ao nosso planeta, já tão fragilizado. Resultante disso é a necessidade urgente de se fazer uma revisão profunda das habilidades a serem desenvolvidas pelo engenheiro, a fim de capacitá-lo para solucionar os problemas do novo tempo.
Eng. José Tadeu da Silva
Presidente do Confea




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