Campanha moto pela vida busca redução de acidentes em SC
Com o objetivo de chamar a atenção para a necessidade de reduzir o número de acidentes com motocicletas em Santa Catarina, foi lançada a Campanha Moto pela Vida, neste sábado, dia 29, durante evento no SENAI em São José, que reuniu a comunidade da região, grupos e associações de motociclistas, com a presença do Diretor Regional de São José, Eng. Civil Laudioni Dal Pont representando o CREA-SC.
A campanha vai começar pela Grande Florianópolis, com foco no trecho da BR-101 que abrange Biguaçu, São José, Palhoça e Florianópolis. É uma iniciativa do Grupo de Trabalho BR-101 do Futuro, liderado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), e integrado pela Arteris, ANTT, Deinfra, DNIT, Fetrancesc, OAB-SC, Polícia Rodoviária Federal (PRF-SC) e SENGE.
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Dados da Arteris, concessionária que administra a BR-101-SC, mostram que cada 100 acidentes com motos geram, em média, 104 vítimas. Mais de um terço dos orçamentos dos hospitais dos maiores centros urbanos de Santa Catarina é gasto somente com vítimas de acidentes de moto. De cada 10 acidentados que chegam aos hospitais catarinenses, seis são motociclistas.
Em 2015 foram registrados 14.150 acidentes em rodovias federais catarinenses. Desse total, 3.187 foram com motos – sendo 2.725 com feridos leves, 924 com ferimentos graves e 94 mortos. No trecho de aproximadamente 25 quilômetros entre Palhoça, Biguaçu e a Via Expressa em Florianópolis estima-se que a cada mês duas pessoas morrem em acidentes de moto; outras 77 têm ferimentos leves e 19 vítimas ficam gravemente feridas.
Inicialmente, o movimento mobilizará a Grande Florianópolis, mas será estendido para todo o Estado nas próximas fases da campanha. Também estará permanentemente nas redes sociais.
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LISTA DE PROPOSTAS DA CAMPANHA:
– Promoção da educação para o trânsito na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação;
– Em âmbito estadual, a Lei que trata do Sistema Estadual de Educação (Lei Complementar 170/98) define que a educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com regras comuns, dentre as quais, a inclusão nos currículos de conteúdos sobre educação para o trânsito;
– Regulamentar as profissões de “motoboy”, “moto-fretista” e “mototaxista” nos municípios da Grande Florianópolis que ainda não regulamentaram. A medida terá grande efeito na segurança para os usuários desses serviços, principalmente para os motociclistas autônomos, na medida em que estabelece o cumprimento de requisitos para o exercício da profissão, com ênfase na educação e segurança.
Sugestão da Associação de Motociclistas da Grande Florianópolis – AMOFLORIPA:
– Tomar as medidas necessárias visando ao aumento do contingente da Polícia Rodoviária Federal nas rodovias catarinenses, de acordo com critérios técnicos e demanda apresentada;
– Fazer levantamento dos pontos críticos nas rodovias federais e estaduais no Estado de Santa Catarina, no que diz respeito à sinalização, estado de conservação e segmentos com alto risco de acidentes, assim como implantar um programa de revitalização e melhorias na segurança.
– Fiscalizar intensivamente e cobrar o uso de equipamentos de segurança e a realização de manutenção preventiva das motocicletas;
– Avaliar a definição de um eixo exclusivo para motocicletas, conforme proposta da PRF/SC, cujo projeto piloto poderia ser implantado na Via Expressa de Florianópolis.
– Intensificar sinalização para motociclistas, no trecho da BR-101(SC) no segmento entre os municípios de Biguaçu e Palhoça, adicionando as placas do movimento “Moto pela Vida”, e painéis informando o número de vítimas e acidentes no trecho em determinado período e solicitando atenção e apoio dos motoristas para reverter o quadro.
– Dar celeridade na ampliação de capacidade da Via Expressa de Florianópolis (BR-282) e do segmento da BR-101 entre Biguaçu e Palhoça, assim como na implantação do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis (PLAMUS).
Fonte: Assessoria de Imprensa da FIESC







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