Artigo Opinião: A nova ponte do centro
Nas últimas semanas vem se intensificando o debate em torno da localização da nova ponte do centro de Blumenau. Manifestações favoráveis e contrárias têm vindo de diferentes frentes — técnicas e não-técnicas.
Todavia, muito embora todo o debate seja salutar, é prudente que o mesmo não seja feito de maneira apaixonada. É imperativo que a discussão seja pautada com um único objetivo: atender, da melhor forma possível, todos os segmentos da comunidade blumenauense.
É impossível conceber um país sem pontes. Esses equipamentos públicos são vitais para o funcionamento da malha rodoviária, cumprindo um importante papel no fluxo da produção de bens e serviços. Trata-se de um patrimônio que não pode ser avaliado apenas pelo seu custo direto, mas pelo que representa. Uma ponte, individualmente, não é capaz de garantir e/ou melhorar a mobilidade urbana. Trata-se exclusivamente de um elemento que garante a continuidade de uma via. Na Engenharia Civil, as pontes são entendidas como Obras-de-Arte de Engenharia. Não por sua beleza plástica, mas sim por sua natureza multidisciplinar, exigindo dos profissionais envolvidos uma visão sistêmica de todo o processo.
Qualquer afirmação a respeito da nova localização da ponte e suas consequências, é absolutamente inócua se não for acompanhada da imprescindível fundamentação técnica. Certamente, a localização inicial cumpria seu papel no começo dos anos 2000. Decorrida quase uma década, é preciso rever a viabilidade técnico-econômica dessa proposta, uma vez que as demandas de Blumenau sofreram alterações importantes nesse período. E para tal, existem ferramentas abalizadas, que são capazes de quantificar indicadores tangíveis e intangíveis, garantindo assim a indispensável eficácia na alocação dos recursos, oferecendo à sociedade blumenauense uma obra de infraestrutura compatível ao esforço tributário a que é submetida.
Prof. Andriei José Beber (Doutor em Engenharia)
Prof. Sílvia Santos (Doutora em Engenharia)






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