Anticorrupção
Brasília, 25 de janeiro de 2010
O debate recorrente da ética e do combate à corrupção tem mobilizado lideranças e organizações em todo o mundo. Da denúncia à ação educativa, é consenso que a impunidade é uma barreira a ser transposta para estancar a corrupção em vários segmentos da sociedade, seja na iniciativa privada ou no setor público.
Organizações profissionais da Engenharia, como o Conselho Mundial de Engenheiros Civis (WCCE), tem discutido seu papel neste combate global à corrupção. Tanto que recomenda a criação de movimentos anticorrupção em todos os países do mundo.
Assumindo nossa cota de responsabilidade, o Confea propõe às organizações de nossos profissionais da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia , com a imprescindível participação do segmento empresarial, a criação de um movimento anticorrupção no setor tecnológico. Não podemos nos restringir, no entanto, ao debate da conduta individual, já tão bem refletido e disciplinado em nosso Código de Ética, mas precisamos ir ao centro do problema, que são os processos.
O aperfeiçoamento do aparato legal, bem como a implementação de programas sistemáticos para prevenir e detectar corrupção, tanto internamente como nas negociações com terceiros, são urgentes. Uma das medidas poderia ser a exigência de projetos anticorrupção como condicionante para o financiamento de empreendimentos. Também devem ser adotadas medidas anticorrupção específicas, como diligências apropriadas, transparência e ouvidorias. Estas podem não garantir que não haverá corrupção, entretanto elas podem de fato auxiliar na prevenção e detecção da corrupção. Com relação aos projetos técnicos, as medidas anticorrupção podem significar redução do risco de os custos serem elevados e o trabalho, materiais e serviços ruins.
A proposta está lançada. O debate começa no dia 22, no Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, em Brasília.
Marcos Túlio de Melo
– Presidente do Confea




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