ACATE empossou nova diretoria na última segunda-feira (18/06)

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Programas de incentivo à inovação e qualificação de mão de obra do setor estão entre as prioridades da gestão 2012 – 2014

Santa Catarina possui cerca de 2.300 empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC). Juntas, registram taxa de crescimento de 20% a 30% ao ano. E representam um dos setores da economia que mais crescem. Desde 1986, a ACATE atua como porta-voz dos interesses das empresas do setor, em prol de seu desenvolvimento. No dia 18 de junho, a partir das 17h, uma nova diretoria assume a gestão da Associação, que representa mais de 300 empresas no estado. A cerimônia será no auditório da FIESC.

Frente à nova diretoria, está Guilherme Stark Bernard. Natural do Rio de Janeiro (RJ), é formado em Engenharia Elétrica. Sócio-fundador da Reason, fundada em 1991, liderou a Vertical de Negócios Energia até ser empossado presidente da ACATE. Ao seu lado, Everton Gubert, natural de Xanxerê (SC), é formado em Ciências da Computação. Foi diretor da Vertical Agronegócios antes de assumir o atual cargo. É sócio-fundador da Agriness, criada em 2001. No cargo de diretor-financeiro, Daniel dos Santos Leipnitz, sócio-fundador da Callisto Sistemas, vem somar seus conhecimentos de administrador e a experiência de quatro anos no mesmo cargo frente à antiga gestão da ACATE. Entre 2008 e 2012 estiveram à frente da ACATE os empresários Rui Luiz Gonçalves, da AltoQi, e Moacir Antônio Marafon, da Softplan/Poligraph.

Entre as principais metas da gestão que inicia na próxima semana estão a ampliação de iniciativas na formação de novos líderes, incentivo à inovação, ao associativismo inovador e qualificação de mão de obra. Para o presidente que será empossado, Guillherme Stark Bernard, desde a década de 1980 o setor de tecnologia vêm transformando não só a cidade, mas toda a região. “Esta transformação ainda continua. Tem bastante oportunidade de negócios, de empresas que estão surgindo, de novas tecnologias entrando, que acabam possibilitando a entrada e a criação de novas empresas. A ACATE atua no sentido de oferecer apoio ao empreendedorismo inovador, geração de mão de obra qualificada e em ações que possibilitem ampliar a inovação no Estado”, destaca.

A entidade tem como missão apoiar o desenvolvimento tecnológico catarinense e fomentar o associativismo inovador. “É muito importante a participação dos empreendedores de TIC junto à ACATE para que o nosso setor se consolide definitivamente como uma das grandes forças da economia Catarinense. E isso só acontece com a participação das pessoas”, comenta Gubert.

Para atingir estes objetivos, um dos principais estímulos para o associativismo voltado para inovação são as Verticais de Negócios. Nelas, as empresas são agrupadas conforme o segmento de atuação, formando grupos que atuam em nichos de mercado semelhantes e complementares. Assim, é possível discutir ações e interesses setorizados, além de buscar soluções integradas, auxiliar na definição de políticas públicas e ampliar a participação no mercado. Entre 2009 e 2011 foram criadas 10 verticais. Juntas, elas reúnem cerca de 130 empresas.

O vice-presidente eleito destaca que “este ambiente de interação entre os associados é um terreno fértil para atrair e revelar lideranças que muitas vezes possuem este talento mas não encontram espaço para se desenvolver”. O presidente que assumirá a ACATE corrobora e lembra que dentro das verticais de negócios, empresas já experientes no mercado compartilham seus conhecimentos de negócio e mercado com as nascentes. “Isto fortalece o desenvolvimento dos novos empreedimentos, como também o próprio setor. Com certeza, o formato das verticais é uma importante ferramenta para criar novas lideranças. Nós já viemos da primeira safra. Fortalecendo o trabalho delas e ampliando este trabalho, naturalmente isso vai ampliar”, finaliza.

Quais as principais metas da gestão?
GS – Nosso principal foco como gestores é manter a imagem implantada pela última gestão. A ACATE cresceu, em números de associados, em serviços prestados, como imagem de qualidade. A primeira meta é que a gente consiga manter esse reconhecimento. E, logicamente, também queremos contribuir, deixar nossa marca de gestão. Contribuir para o surgimento de novas empresas e dar alguma contribuição para toda a sociedade.
DL- A gente tem que ressaltar o trabalho das duas gestões anteriores, pois uma superou a outra em termos de expectativas e projetos. Eles formaram um alicerce, com estrutura bem feita. Os caminhos já estão traçados. Cabe a nós fazer este caminho e bem feito.

No dia da eleição (23 de abril) vocês ressaltaram a importância de formar novas lideranças para o setor. Como irão estimular isso?
GS – Uma das ferramentas de criar novas lideranças é o próprio formato de verticais. Nós já viemos da primeira safra. Fortalecendo o trabalho das verticais e ampliando este trabalho, naturalmente isso vai acontecer.
EG – A gente tem apostado bastante neste modelo de verticais e incentivando isso. Naturalmente, o trabalho da associação vai se aperfeiçoar, vai formar novas lideranças, vai ser mais interessante para as empresas associadas buscar o apoio da associação de forma mais focada.
DL – É um espaço muito bacana para que o novo empreendedor tenha acesso a empresas já formadas, Talvez a associação não tenho outro espaço mais propício para conhecer gente nova do seu segmento e para discutir coisas específicas.

Vocês pretendem ampliar a formação de mão de obra qualificada?
GS – Este é um dos pilares do nosso trabalho. Todo mundo vem comentando da necessidade de mão de obra não só em quantidade, mas também em qualidade. As estatísticas vêm mostrando, a própria Associação tem uma série de indicativos neste sentido. É, sem dúvida, um trabalho que a gente precisa levar adiante, com muito carinho.
EG – O nosso desafio é manter os bons serviços, é melhorar ainda mais. E esse apoio ao incentivo à formação de mão de obra é um deles. Este é um espaço conquistado. Nós conquistamos isso e agora outros parceiros entraram para ajudar.

A Acate busca maior aproximação com governos e instituições parceiras. Vocês pretendem continuar isto?
EG – São duas coisas na base de numa associação: representatividade e prestação de serviço. E neste quesito de representatividade, a aproximação com governos, com parceiros, instituições de ensino e de pesquisa é fundamental. A gente tem que trabalhar em parceria. Na associação, a base é o associativismo. No nosso caso é o associativismo inovador, empreendedor.
DL – No caso do Governo, tem uma simbiose, que às vezes a gente acaba separando, mas um necessita do outro. O governo precisa formar, dar emprego para as pessoas. O setor precisa de gente para trabalhar, a cidade precisa de gente qualificada… Quanto maior aproximação, mais gente pensando, melhor.
GS – O nosso setor é visto também como uma coisa boa para a sociedade. Nunca houve nessas duas décadas e pouco de crescimento do setor, alguma entidade tentando minar este trabalho. Pelo contrário, muda governo, partidos e tudo mais e o trabalho continua. Não há uma exposição partidária do setor, o que acaba o valorizando muito. 

Fonte: Assessoria de Imprensa da ACATE
imprensa@acate.com.br

 

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