Projeto INFRAVIAS é apresentado ao CREA-SC e CONFEA

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Projetos de mobilidade, infraestrutura urbana e resíduos sólidos para a região metropolitana de Florianópolis foram apresentados à Comissão de Meio Ambiente do CREA-SC e à Comissão de Organização, Normas e Procedimentos (CONP) do Confea, na última quinta-feira (6/4), em Florianópolis.  No final do de março, os projetos também foram apresentadas à diretoria do CREA-SC.

 

 

As propostas fazem parte dos estudos desenvolvidos pelo Engenheiro Civil e conselheiro do CREA-SC, Aloisio Pereira da Silva, da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (SUDERF), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (FAPESC) e Universidade Federal de Santa Catarina.

 

Clique aqui para acessar o arquivo de apresentação.

 

Os projetos estão pautados no conceito de “Cidades Inteligentes Sustentáveis”, com foco na inovação, integração dos serviços e planejamento a médio e longo prazos.

 

Foram apresentados o Sistema INFRAVIAS – Ruas Completas Sustentáveis, que propõe um modelo de infraestrutura subterrânea que organiza e compartilha em uma calha feita de plástico reciclado sob a calçada os sistemas sanitário, hidráulico, de fornecimento de gás, de energia elétrica e de comunicações das cidades. Estudos desenvolvidos pela Fundação Getúlio Vargas, através do Centro de Estudos em Regulação de Infraestrutura (CERI), apontam ganhos financeiros e redução de custos das concessionárias na adoção de redes enterradas e no compartilhamento destas.

No sistema proposto, também foram observados significativos ganhos na área da mobilidade, pois o sistema reduz intervenções no pavimento e cria calçadas e ciclovias acessíveis. O sistema utiliza materiais reciclados na sua construção e ainda capta e filtra as águas das chuvas, trazendo inúmeros benefícios ambientais. Há um protótipo em teste no Sapiens Parque, em Florianópolis.

 

Integrado a este conceito, também foi apresentado a segunda etapa do projeto no Sapiens Parque, no conceito de “Cidades Inteligentes”. Esta segunda etapa consta do projeto de transformação de lixo urbano em energia, através da geração de biogás do lixo urbano e da estação de tratamento de esgoto e uma planta para potabilização de água anexa a este conjunto.

 

“Este projeto integra diversas ações, que interagem de maneira a reduzir custos e obter ganhos ambientais, pois além dos benefícios na gestão dos resíduos urbanos, com a mudança do conceito de depósito para transformação dos resíduos urbanos em energia, é esperado ganho em logística da empresa que hoje opera em Florianópolis”, salienta o engenheiro Aloisio Pereira da Silva.

 

Hoje a Comcap faz a coleta dos resíduos sólidos em Florianópolis, leva até a central no bairro Itacorubi e depois até o aterro sanitário em Biguaçu. O volume de 300 toneladas por dia de lixo gerado no Norte da Ilha, por exemplo, tem um deslocamento de 82 quilômetros no sistema atual, enquanto poderia ser de 14 km se houvesse uma estação de triagem e tratamento dos resíduos na região. A proposta é a descentralização da disposição final dos resíduos sólidos em três usinas na região insular e três continentais, com previsão de reduzir custos operacionais, diminuir os impactos ambientais e melhorar a mobilidade urbana na Região Metropolitana de Florianópolis.

“A ideia dos resíduos sólidos não é partir para grandes investimentos, daqueles gigantes incineradores de lixo que a Europa usou durante muito tempo; agora não têm mercado e estão tentando vender para os países em desenvolvimento. É absolutamente antiecológico e polui o meio ambiente. Nós buscamos soluções bem mais adequadas do ponto de vista ambiental e também um custo bem menor, que possibilite ter subprodutos adequados, por exemplo, a compostagem do lixo tendo como resultado o biogás, biometano para que possa gerar energia ou ser utilizado como combustível”, defendeu o superintendente da região metropolitana Cassio Taniguchi.

 

O projeto INFRAVIAS também foi convidado, conforme anunciado em plenária pelo presidente do CREA-SC, Carlos Alberto Kita Xavier, a participar do evento preparatório do 8º Fórum Mundial da Água que ocorrerá em Balneário Camboriú em setembro de 2017.

 

O 8º Fórum Mundial da Água é o maior evento global sobre água, e acontecerá entre 18 a 23 de março de 2018, em Brasília-DF, quando são esperados cerca de 30.000 representantes de mais de cem países para discutir temas relacionados aos recursos hídricos e promover a maior conscientização coletiva a respeito dos temas ligados a água. Com o tema “Compartilhando Água”, o Fórum ocorre pela primeira vez no hemisfério Sul.

 

 

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