ODS e ESG em discussão no 9° Seminário Estadual de Meio Ambiente

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O CREA-SC realizou nesta terça-feira, 12, o 9° Seminário Estadual de Meio Ambiente, que reuniu em torno de 100 pessoas na sede do Conselho, em Florianópolis, e teve mais de 400 visualizações no canal do YouTube. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ESG na prática foram os temas do evento. A abertura contou com a presença do vice-presidente do Crea-SC, o Eng. Agrimensor, Valdir Schneider, a coordenadora do seminário, a Eng. Ftal. Elizângela Bortoluzzi, conselheira do CREA e coordenadora da Comissão de Meio Ambiente, a gerente de Meio Ambiente da Casan, a Eng. Andreia Trennepohl e o comandante da Polícia Militar Ambiental, o coronel Robson Xavier Neves.

 

“O Meio Ambiente é uma temática recorrente como ambiente técnico, científico e profissional, nas instituições de ensino e pesquisas, e junto aos órgãos responsáveis pela gestão dos serviços ambientais nas cidades e estados”, declarou o vice-presidente do CREA-SC, o Eng. Agrimensor, Valdir Schneider, durante a abertura. Ele citou os diversos acordos de cooperação técnica na área como o acordo com o IMA/SC e a secretaria estadual do Desenvolvimento Econômico e Sustentável, através da secretaria executiva do Meio Ambiente (SEMA). Falou ainda sobre as normas da ABNT e Patrocínio.

 

“Com o seminário queremos capacitar nossos profissionais para a sociedade. Esse é um objetivo do CREA, tanto que temos cursos dentro da Unicrea”, disse a coordenadora do seminário, a Eng. Ftal. Elizângela Bortoluzzi, conselheira do CREA e coordenadora da Comissão de Meio Ambiente.

 

No período da manhã aconteceram duas palestras. A primeira foi “Como a Sustentabilidade e ESG impactam na maneira de fazer negócios?”, com a consultora em Gestão da Sustentabilidade, ESG e Desenvolvimento Sustentável, Sharon Haskel Koepsel. Ela salientou o quanto as empresas estão começando a enxergar que as mudanças climáticas afetam a sociedade de várias formas. Deu o exemplo das migrações causadas pelos desastres naturais, que interferem na economia, educação e tantas outras áreas, e falou também das ações do Banco Mundial, com apelos nesse sentido.

 

“Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – o que são e como podem ser conectados com o negócio?”, foi a segunda palestra, com a consultora em Gestão Social e Desenvolvimento Sustentável, Camile Rebeca Bruns. A ambientalista destacou as diferenças entre ODS e ESG – Melhores práticas ambientais, sociais e de governança – esta última sendo na verdade a ação das empresas, conectada com os ODS. “Vamos olhar para nossos negócios e ver de que maneira podemos colaborar com alguma pauta no ODS. Não precisamos reverter as tecnologias e nem retornar ao campo ou à vida mais natural, como muitos até fazem, mas de fato, compreender que é possível somar valores tradicionais da modernidade com os objetivos sustentáveis”, explicou.

 

Cases de ESG

Durante a tarde os participantes conheceram os cases de ESG. “Sistemas Construtivos Certificados em Madeira”, da empresa Xlam Engineering do Brasil, foi o primeiro case apresentado, pelo gerente de projetos e sócio da empresa, o Eng. Florestal, Rafael Lessa. “Transformar a madeira em valor agregado é o nosso propósito. Estamos tentando transformar a construção civil, através da construção em madeira, colaborando com os outros materiais”, disse. Ele explicou que move a empresa é transformar floresta certificada em produto de alto valor agregado. como insumo para a construção civil.

No programa “Garopaba em Ação”, o segundo case apresentado, de acordo com a diretora administrativa do IMA Garopaba, Júlia Juliana, a biodiversidade de pessoas é o que faz a diferença. “Para termos mudança precisamos de pluralidade. A interação entre os diversos setores é que vão fazer com que o programa dê certo. A pluralidade é a chave do sucesso”, disse. O programa trabalha quatro pontos, a inclusão e oportunidade, a qualidade de vida, o desenvolvimento e a sustentabilidade e a transparência e tecnologia. Cada grupo fica responsável por desenvolver projetos, de acordo com seus setores. O trabalho pode ser conhecido em garopabaemacao.com.br.

A Redução de CO2 no Concreto, da Camargo Química, foi o terceiro case apresentado pelo representante da empresa, Michel Martinenghi. “O que nos move é a inovação, que está no nosso DNA”, disse. Michel esclareceu que 7% das emissões de CO2 no mundo vêm do cimento, nas no Brasil, representa 2% e as empresas querem diminuir ainda mais. Para isso utilizam a ferramenta CarbonCure, de tecnologia canadense, já disponível em 31 países. De acordo com ele é possível salvar até 15kg de CO2 por m3, o que significa evitar em média 680 toneladas de emissões de CO2 na atmosfera, durante um ano.

 

Assista ao Seminário completo pelos endereços:

Abertura e palestras: 

Cases de ESG: 

 

Galeria de fotos: