6º Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea reúne 500 participantes
"Brasil: de país do futuro para o país do presente – o contexto nacional e internacional: ameaças e oportunidades" foi o tema da conferência de abertura da sexta edição do Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, realizado de 21 a 25 de fevereiro. A temática foi explanada por Paulo Afonso Ferreira, presidente da Federação das Indústrias de Goiás. O evento reúne cerca de 500 participantes em Brasília-DF com participação de delegações de engenheiros, arquitetos e agrônomos de Portugal, Cuba, Costa Rica, Uruguai e Bolívia.
“Os desafios mundiais para a sustentabilidade”, conferencia ministrada por Ronaldo Seroa Mota, pesquisador, professor e técnico do Ipea e “O combate à corrupção”, por Jorge Hage Sobrinho, chefe da Controladoria Geral da União foram outros destaques no primeiro dia do encontro. Também integraram a programação as palestras sobre: Cenário agroflorestal nacional e internacional; Formulação estratégica do sistema Confea/Crea 2011-2022; Política nacional de CT&I e política de desenvolvimento produtivo; Cenário tecnológico nacional e seus desdobramentos; Mercado na engenharia e formação profissional e Prevenção de catástrofes.
Abertura – Presente na abertura do 6º Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, o ministro Garibaldi Alves Filho lembrou da “importância da infraestrutura para o desenvolvimento em função dos impactos econômicos e redução de gargalos que gera”. Ele atribuiu a redução das desigualdades sociais registrada nos últimos sete anos – de 44,5% em 2002 para 29,2% em 2009 – a programas do governo em especial o de Aceleração do Crescimento. Ele citou como desafios a melhoraria da qualidade dos serviços prestados à população. Sobre o combate à fraudes na previdência, disse que há muita retórica e pouca efetivação.
O vice-presidente do Confea, Pedro Lopes de Queiroz, mostrou o trabalho de parceria entre Confea e o Inep – Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa – presidido por Malvina Tutsman – presente à cerimônia, que resultou na elaboração de um compêndio que sob o título “Trajetória na Formação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos”, traz em três discos compactos dados estatísticos até 2008.
Ronaldo Mota, do Ministério da Ciência e da Tecnologia, destacou as “expectativas que o mundo tem em relação ao Brasil que pode chegar à 5ª posição entre as economias mundiais até 2025”, mas lembrou que “é preciso buscar o desenvolvimento sustentável, reconhecer nossas limitações e dar qualidade à formação profissional”.
O presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo afirmou que o evento tem objetivo claro”: “Alinhar as organizações que compõem o Sistema Confea/Crea para definir as prioridades para 2011 e concretizar as ações do Planejamento Estratégico de 2011 a 2022, que inclui as propostas resultantes do 7º Congresso Nacional de Profissionais”, realizado ano passado e que reuniu 50 mil participantes em 500 eventos realizados por todo o país. Ao defender o planejamento, Túlio de Melo disse querer “evitar frustrações como outras já ocorridas na história do país” e elencou mais uma vez os cinco eixos que baseiam o trabalho desenvolvido nos últimos anos: a formação profissional, o exercício e a ética profissional, a integração profissional e social e a inserção internacional.
Túlio de Melo destacou as expectativas de crescimento e a falta de profissionais habilitados para atender as exigências do país e defendeu mais qualidade na formação e o resgate de profissionais que se formam na área tecnológica mas atuam em outras áreas. “De cada sete egressos dos cursos de engenharia, apenas dois atuam.” Uma das propostas é aumentar o número de bolsas da Capes e CNPq como forma de incentivar os profissionais do país.
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