Terence aborda produção de maçãs em alta densidade
A Associação dos Engenheiros Agrônomos da Serra Catarinense – ASSEA promoveu na última sexta-feira, dia 19 de abril, a palestra “Manejo de Pomares para Altas Produtividades”, ministrada com o renomado consultor e professor Engenheiro Agrônomo Terence Lee Robison. O evento, realizado no auditório da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de São Joaquim, reuniu cerca de cem participantes entre engenheiros agrônomos, estudantes de agronomia e técnicos agrícolas, da Serra Catarinense e ainda de Fraiburgo, do Paraná e Rio Grande do Sul.
Entre os assuntos apresentados pelo palestrante estavam os sistemas de plantio de maçã em alta densidade; a viabilidade econômica de pomares de alta densidade; a implantação e manejo de pomares novos; poda e condução para altas produções; manejo de plantas adultas; mecanização de pomares de alta densidade de plantio; raleio químico de frutos; fisiologia do crescimento e queda de frutos; programas práticos de raleio para Gala e Fuji; e controle da alternância de produção na variedade Fuji.
erence afirmou que está convencido que a região pode produzir em altas densidades, desde que sejam resolvidos alguns problemas como o solo pedregoso e o solo raso. “Como por exemplo, conseguir um porta-enxerto adequado aos nossos solos e com vigor intermediário. O porta-enxerto Maruba seria difícil de adaptar para altas densidades por ser muito vigoroso, o que causaria problemas de manejo no longo prazo, resultando em menores produtividades. Já o porta-enxerto M-9, que é usado com sucesso no mundo todo, na região de São Joaquim, devido ao solo raso e pedregoso, tem o crescimento estacionado, causando baixa produtividade”, enfatizou.
Sobre a densidade ideal de plantas, o americano destacou que esta escolha do número ideal de plantas por hectare deve levar em conta o que é viável economicamente. “Em termos gerais fala-se em torno três mil plantas por hectare, o que nos daria espaçamento aproximado de um metro entre plantas e 3,5 metros entre filas. Um sistema de condução de plantas em alta densidade beneficiará muito os produtores economicamente”, argumentou Terence.
Segundo Terence, a alternância na cultivar Fuji é um problema que pode ser superado com a combinação de diversas ferramentas, entre elas, poda diferenciada entre Gala e Fuji, raleio químico agressivo e tratamento durante o verão para induzir a floração da próxima safra. “Com estas ferramentas é possível controlar com sucesso a alternância na Fuji”, apontou.
O presidente da ASSEA, o engenheiro agrônomo, Marciano Bittencourt enfatizou a importância da qualificação profissional dos engenheiros e técnicos. “Esta é um das funções da nossa associação, buscar o aperfeiçoamento dos nossos profissionais e oferecer as novas tecnologias para o setor”, destacou o agrônomo.
O participante do curso, engenheiro agrônomo, Eduardo Domiciano da Rosa comenta que os grandes produtores de maçã de Vacaria e Fraiburgo estão implantando tecnologias sugeridas pelo professor Terence. “A vinda dele para nossa região traz a experiência dos EUA, região que já produz maçã há 5 ou 6 gerações, enquanto nós, temos entre 2 e 3 gerações produzindo maçã. Mas além da experiência, pode contribuir para a redução da mão de obra dos pomares, otimização da produção, ampliação e uso de novos implementos e maquinários para a fruticultura, e principalmente para a colheita, além de outros benefícios com relação a fisiologia das plantas”, ressaltou.
Terence é professor da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos e já esteve em São Joaquim em outubro de 2011 quando a Assea promoveu um curso sobre Fisiologia Vegetal. O fisiologista Dr. Terence Lee Robison trabalha nesta área com o objetivo de resolver os problemas práticos da produção de frutas, aumentando a rentabilidade e a força dos produtores de frutas em todo o mundo.
Texto e Fotos: Elenise Melo Nunes e Juliana Hugen Cechinel





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