Audiência Pública debate obras na Ponte Hercílio Luz
Deputados, políticos, engenheiros, presidentes conselhos profissionais e associações, professores universitários e até a presença do tenista Gustavo Kuerten, movimentaram nesta segunda-feira (7), o plenarinho da Assembleia Legislativa, durante audiência pública que debateu o futuro da ponte Hercílio Luz. A Audiência Pública foi proposta pelos deputados Sílvio Dreveck e Valmir Comin e realizada pela Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano.
O engenheiro americano Khaled Mahmoud da Bridge Technology Consulting, especialista em estruturas pênseis, deixou bem claro que o colapso da ponte é evidente e pode acontecer a qualquer momento. Segundo ele, o maior problema é o peso da estrutura, que pode fazer com que ela desabe sem um prazo determinado.
A falta de investimento para a conclusão da obra também esteve em pauta. Interditada desde 1982, as obras de recuperação teve início em 2006 com orçamento de R$ 154,9 milhões. O Governo já repassou R$ 34,5 reais, mas a reforma está longe de ser concluída. O atraso foi admitido pelos representantes do Consórcio Florianópolis Monumento. O Estado corre atrás de recursos federais e na iniciativa privada, por meio da Lei Rouanet. Uma das propostas é fazer um aditivo que pode levar o custo aos R$ 200 milhões.
Segundo o secretário de Infraestrutura Valdir Cobalchini, o estado não tem dinheiro para custear o restante da reforma da ponte, nem manter o atual cronograma. A ideia é buscar recursos federais, de maneira que não sobrecarregue mais o governo estadual.
O engenheiro Celso Magalhães Carvalho, da Prosul, falou das dificuldades da restauração. Em uma das etapas – a perfuração de um dos tubulões que vai sustentar a estrutura provisória da ponte – houve uma demora de três meses, sendo que o prazo inicial era de um mês. Esses imprevistos, além de atrasarem o cronograma, aumentam o custo.
O presidente do Deinfra Paulo Meller se manifestou favorável à recuperação. “A ponte é um dos principais cartões postais de Santa Catarina e do Brasil. Precisamos buscar alternativas.” Durante o encontro, presidentes e representantes de outras instituições também se manifestaram.
O presidente do CREA-SC em exercício Eng. Eletric. João Reus de Camargo afirmou que Conselho tem entre suas bandeiras, nos últimos 30 anos, a recuperação integral da Ponte Hercílio Luz e a sua devolução ao pleno uso da população de Florianópolis. “O Crea-SC apoia integralmente todas as iniciativas que visam à conclusão dessa importante monumento, indispensável inclusive para resolver parcialmente os problemas de mobilidade urbana na capital.”
Ele destacou o papel dos engenheiros na década de 1920 e as suas dificuldades para concretizar o sonho do governador Hercílio Luz de implantar a Ponte da Independência (hoje Ponte Hercílio Luz), num tempo em que as dificuldades de comunicação e integração estadual eram intensas.
Para o professor de arquitetura da UFSC, o engenheiro Roberto Oliveira, a descontinuidade dos governos, é altamente prejudicial ao país. O que acontece em Santa Catarina com relação à ponte é muito grave, afirma. A reforma da ponte Hercílio Luz é de responsabilidade do Consórcio Monumento, que tem como empresas gestoras, a Espaço Aberto e a CSA.






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