Fórum Equidade de Gêneros debate ascensão igualitária no mundo do trabalho
O Forúm Pró Equidade de Gêneros teve início com a participação da Ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres Irany Lopes, do Presidente do CONFEA Marcos Túlio de Melo, da Coordenadora do GT Pró-Equidade de Gênero do Confea, Maria Luiza Poci e do Vice-Presidente do CREA-SC Laércio Domingos Tabalipa. Na oportunidade foi assinado um termo de compromisso entre o Confea e o Ministério em prol da igualdade entre os gêneros e raças.
A ministra abriu o Fórum destacando que não existe um país no mundo onde a questão da desigualdade esteja decidida e definitivamente superada. “Este é um debate de natureza internacional”. Para Iriny, independentemente de coloração política, é uma vitória para o Brasil uma mulher chegar a exercer a presidência, já que atingir o posto máximo de um país é muito restrito.
Mesmo com essa conquista e algumas outras – como, por exemplo, o avanço de 16% para 38% do número de mulheres chefes de família – segundo ela, ainda é possível observar muita desigualdade se forem verificadas outras áreas. “O Brasil ainda é o país que convive com quatro mulheres agredidas a cada dois minutos”, afirmou. Além disso, de acordo com ela, apesar de as mulheres terem uma média de dois anos e meio a mais de formação, representam apenas 27% do mercado formal brasileiro. “
Nesse sentido, ressaltou: “Quando falamos em ponderamento, que não seja só no campo da política. Queremos o acesso e a ascensão igualitária no mundo do trabalho”. A ministra Iriny parabenizou ainda o Confea e demais Creas (MT, PR, RJ e SC) que, neste ano, participam da 4ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça.
Trabalho do GT – Durante a cerimônia de abertura Maria Luiza Poci declarou que muito se caminhou durante o trabalho que vem sendo realizado pelo GT, contudo, há bastante a alcançar para uma sociedade mais justa e acredita que é necessária a construção de um sistema mais humano e consciente de suas obrigações sociais perante a sociedade e profissionais.
Para a palestrante, equidade quer dizer que as mulheres e os homens são tratados de maneira justa, de acordo com as respectivas necessidades, o que possibilita um tratamento que seja igual ou diferente, mas que os considere de forma equivalente em termos de direitos, benefícios, obrigações e oportunidades. “Só assim atingiremos o objetivo que é um desenvolvimento sustentável e intencionalmente reconhecido, o que vem a contribuir para homens, mulheres, famílias e comunidade”, finaliza.






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