Epagri/Ciram apresentou pesquisas que poderão auxiliar na prevenção a enchentes
O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá conheceu ontem, 28.04, pesquisas desenvolvidas pela equipe da Epagri/Ciram que, no futuro, podem auxiliar no desenvolvimento de um sistema de alerta contra cheias na região. As pesquisas foram apresentadas pelo engenheiro-agrônomo Everton Blainski, da equipe da Epagri/Ciram, durante reunião às 14h, no Centro de Treinamento da Epagri de Araranguá.
A ferramenta é o Sistema de Previsão Hidrológica Para a Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, ferramenta que funciona de forma experimental no site da Epagri/Ciram (http://ciram.epagri.sc.gov.br/portal/website/index.jsp?url=jsp/previsao/monitArarangua_menu.jsp&tipo=previsao). Ela apresenta a previsão de vazão dos rios com antecedência de até 48 horas, com base na previsão de tempo. Na prática, a ferramenta consiste em um mapa da bacia, publicado no site da Epagri/Ciram, indicando a localização das estações hidrometeorológicas instaladas na região. Ao clicar sobre os pontos, o leitor pode visualizar dados de vazão e precipitação previstas para as próximas 24h e 48h. Em alguns desses pontos é possível verificar, também, a cota do rio prevista.
O pesquisador apresentou ainda o Sistema de Monitoramento e Modelagem Hidrológica Qualiquantitativa da Bacia do Araranguá, em fase de desenvolvimento sob a coordenação da engenheira-agrônoma Iria Araújo, também da equipe da Epagri/Ciram. O projeto, financiado pela Fapesc, é um aprimoramento do Sistema de Previsão Hidrológica da Bacia do Araranguá.
Para o desenvolvimento desse projeto foram instaladas mais três estações hidrológicas na região da bacia do Araranguá, capazes de medir nível de rio e índice pluviométrico. Essas informações são coletadas em intervalos de 15 minutos e enviadas a cada hora, de forma automática, para o banco de dados da Epagri/Ciram, em Florianópolis.
A proposta consiste em comparar os dados medidos com os expostos no Sistema de Previsão Hidrológica da Bacia. Assim, será possível verificar se o que está sendo previsto pelo sistema está realmente ocorrendo. “Vamos poder ver se o modelo matemático está representando adequadamente o comportamento hidrológico da bacia”, explica Blainski.
O projeto teve início em janeiro de 2010 e encerra em dezembro de 2011. A preocupação dos pesquisadores da Epagri/Ciram é com a continuidade das operações após o fim da pesquisa. Por isso esta interação com o Comitê de Gerenciamento da Bacia é muito importante. “O ideal seria que o Comitê ou outro órgão interessado assumisse a operação do Sistema após dezembro de 2011”, pondera Blainski.” Tal órgão precisaria assumir os custos de manutenção das três estações e de contratação de um profissional para dar continuidade à comparação entre os dados previstos e os coletados, garantindo a confiabilidade da ferramenta.
Para Antônio Sérgio Soares, presidente do Comitê e Extensionista da Epagri em Araranguá, a parceria que se inicia amanhã pode render bons frutos. “O objetivo do Comitê é desenvolver um sistema de alerta para cheias e acreditamos que essas pesquisas possam colaborar para a concretização dessa ideia”, afirma. O Comitê é formado por 45 membros, 18 representantes dos usuários da água, 18 representantes da sociedade civil e 9 representantes de entidades governamentais, entre elas a Epagri.
Fonte Assessoria Epagri/Ciram




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