BR-101 Sul não sai antes de 2015, mostra FIESC

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As obras do trecho sul da BR-101 não ficarão prontas antes do segundo semestre de 2015, mostra estudo da Federação das Indústrias (FIESC) apresentado nesta sexta-feira (28), na reunião de diretoria da entidade. Este é o terceiro trabalho que a entidade realiza sobre o andamento das obras e considera tanto as etapas em fase de execução, quanto obras que ainda não foram contratadas, mas que são indispensáveis para a conclusão da duplicação. O Eng. Civ. Luiz Henrique Pellegrini, Superintendente do CREA-SC, representou o Conselho no encontro.

O levantamento, feito pelo engenheiro Ricardo Saporiti, tem o apoio Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Santa Catarina (CREA-SC). Considerando as obras contratadas, hoje falta construir 31% dos trechos previstos e a restauração de 40% das pistas antigas, a construção de 48% dos viadutos e passagens inferiores; 77% das passarelas de pedestres, além de 10% das pontes novas e 47% dos reforços e alargamentos de pontes antigas.

"Como é possível que, passados quase dois anos desde o primeiro estudo, tenhamos que voltar a chamar atenção para obras fundamentais para que a rodovia não tenha gargalos e que sequer foram contratadas, como a ponte sobre o Canal Laranjeiras, o túnel do Morro do Formigão e as obras de alargamento da ponte antiga sobre o Rio Tubarão?", questiona o presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa.

O trabalho mostra que a situação mais complicada é a do túnel do Morro dos Cavalos, obra que inviabiliza a conclusão antes do segundo semestre de 2015 numa previsão que, admite Saporiti, é otimista, já que não teve projeto nem licenciamento ambiental concluído.

A situação é similar na ponte sobre o rio Tubarão, que precisa de reforço e alargamento. No caso do túnel do Morro do Formigão e do Canal Laranjeiras a licitação está em curso. "A duplicação da BR 101 Sul segue com sérios problemas de gestão e a sociedade catarinense é quem mais paga o preço", acrescenta Corrêa.

O governador Raimundo Colombro, que participou da reunião, destacou que o trabalho técnico da Federação, em função da credibilidade da instituição, tira o debate sobre o tema apenas da esfera política e dá melhores condições para que Santa Catarina lute por uma solução para a obra.
Veja o relatório completo em www.fiesc.com.br

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