Confea busca solução para conflito nas áreas de Engenharia Química e Química
Reunidos extraordinariamente semana passada, coordenadores de câmaras de Engenharia Química dos Creas elaboraram proposta com mecanismos de execução prática de como lidar com as divergências encontradas entre os Creas e os Conselhos Regionais de Química (CRQ). “O que queremos é a nossa fatia. Os químicos lá e os engenheiros químicos aqui”, explicou o coordenador nacional das Câmaras Especializadas de Engenharia Química (CCEEQ), Paulo Constantino.
Entre as ações sugeridas no documento está a realização de workshops nos estados, voltados para estudantes, fiscais, entidades e sociedade, com vistas a esclarecer a diferença entre Química e Engenharia Química. “A Química é o fim. A Engenharia Química provê os meios para que se atinja aquele fim”, explicou Constantino, de forma generalizada. Segundo ele, alguns workshops já estão dando resultado. “Em Santa Catarina, por exemplo, o número de ARTs [Anotação de Responsabilidade Técnica] na área de Engenharia Química aumentou em 70%”, disse.
De acordo com o coordenador nacional, a reunião extraordinária do grupo foi solicitada para esta semana para que coincidisse com o 1º Encontro Nacional de Assessorias Jurídicas do Sistema Confea/Crea. Na ocasião, os integrantes da CCEEQ expuseram o histórico do caso e, após debate entre os presentes, foi estabelecido um pacto de parceira entre os coordenadores de câmaras e os assessores jurídicos dos Creas. “Para mim, a reunião com o jurídico foi a mais importante do ano da CCEEQ”, concluiu Constantino.
As divergências entre Creas e CRQs já são antigas. Constantino explicou, inclusive, que a Coordenadoria Nacional de Engenharia Química foi a única criada por solicitação do próprio Conselho Federal (geralmente, as câmaras são criadas nos Creas e depois os próprios Regionais solicitam a criação do grupo nacional perante o plenário federal).






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