67ª Soeaa: Brasil tem baixo índice de estudantes da área tecnológica

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Indicadores detectam que país precisa de projeto de formação para engenharias, arquitetura e tecnólogos; corrupção também preocupa

O baixo número de estudantes universitários nas áreas tecnológicas preocupa dirigentes do Sistema Confea/Crea e é barreira para o desenvolvimento do Brasil. Cerca de 10% de todos os alunos do ensino de 3º grau estão em cursos do setor. Os demais concentram-se na área de humanas. Na América do Sul a média é de cerca de 40% e em países desenvolvidos, o índice de estudantes no segmento é de 70%.

O dado foi apresentado a jornalistas pelo presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Eng. Civ, Marcos Túlio de Melo, durante a abertura da 67ª Semana Oficial da Engenharia, Arquitetura e  Agronomia (67ª SOEAA), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá-MT.

“A falta de mão-de-obra é multiplicado, também , com o baixo investimento em setores de infra-estrutura seja em energia, transporte, mobilidade urbana ou moradia”, reforça o presidente do Conselho. Para chegar à condição real de quinta economia mundial o país precisa superar esses obstáculos a fim de oferecer vida digna aos brasileiros. “Precisamos ter investimento de R$ 20 bilhões em 10 anos para ter condição de eliminar problemas de saneamento.”

Para ter mais fontes de recursos para o setor habitacional, o Sistema também defende a aprovação da PEC da Moradia que tramita no Congresso Nacional. Pela proposta, o governo federal investiria 2% do Orçamento Geral da União no setor e os municípios 1%. Ações desse tipo, explica, fariam até 2030 o Brasil não ter déficit de 14 milhões de unidades habitacionais de qualidade. O programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal, diz, é um passo importante, mas não definitivo.

Corrupção – Outro fator agravante enfrentado pelo é a corrupção em obras do setor público, lembra o presidente Marcos Túlio de Melo. “Uma questão são as queimadas, outra é o país ser muito flexível à corrupção. Lançamos um desafio do movimento de combate à corrupção na engenharia, arquitetura e agronomia.”

As organizações do Sistema defendem a mudança na Lei de Licitações, com o rigor de toda licitação pública para obras ter obrigatoriamente projeto técnico detalhado, o projeto executivo e orçamento pormenorizado e responsável por ele. Ele diz que há necessidade de uma “conduta ética no meio empresarial e é preciso os profissionais da área tecnológica e entidades se engajarem nessa luta."

A aprovação do projeto Ficha Limpa, recorda, com mobilização do sistema em apoio ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) é importante, mas não suficiente. O projeto aprovado este ano pelo congresso brasileiro barra registro de candidaturas de pessoas com processo julgado por colegiado da Justiça. Ele repetiu o que havia dito na abertura do Colégio de Entidades Nacionais (CDEN) no sábado (21), de que a corrupção e o desmatamento são os temas que arranham a imagem internacional do Brasil.

Mais informações sobre a 67ª Soeaa em www.soeaa.com.br

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