Inicia hoje – Fórum Urbano Mundial: Gestão do Crescimento das cidades
Fórum Urbano Mundial: o congresso mais importante sobre gestão do crescimento das cidades começa hoje, dia 22 no Rio
Adaptados, cinco galpões do cais do porto do Rio de Janeiro, servirão de cenário para as discussões propostas por uma programação que desafia a todos – governantes e uma população mundial perto de sete bilhões de pessoas – encontrar soluções para os problemas causados pelo crescimento vertiginoso da população mundial, e pela ocupação desordenada do solo, e seus inevitáveis reflexos negativos no clima, no meio ambiente, sem contar os econômicos e sociais.
Entre as mensagens de boas vindas, os participantes do 5º Fórum Urbano Mundial vão encontrar a do presidente Luis Inácio Lula da Silva, – que destaca o “espírito de transformação social e de construção de uma nova realidade urbana”. Lula acredita que o Fórum resultará na “elaboração de uma agenda comum com soluções inovadoras e produtivas para as cidades de todo o planeta”.
As expectativas e perspectivas positivas do presidente Lula, que se refere ao estabelecimento de políticas públicas para tentar resolver os problemas das cidades, contrastam com as de Ban Ki-moon, secretário geral das Nações Unidas. Ele afirma que: “a atual crise financeira global e a contração do crédito só pioram a situação de muitas cidades. Corremos o risco de que nossos esforços para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e para tentar resolver a crise da habitação não surtam os efeitos desejados”, teme Ki-moon.
“Quando falamos do direito à cidade”, esclarece Anna Tibaijuka, secretária geral adjunta das Nações Unidas e diretora executiva da ONU-Habitat, “estamos falando de garantir que todos tenham o mesmo acesso aos serviços básicos nas comunidades onde moram, o que inclui acesso a água potável e saneamento adequado. Garantia de níveis mínimos de segurança. Fornecimento de energia e transporte público acessíveis para facilitar o acesso ao trabalho, à educação e ao lazer. O direito à cidade inclui uma moradia adequada e o direito das pessoas de participarem das decisões que afetam seus meios de vida”. Finalmente, para Anna, “o direito à cidade deveria se traduzir em oportunidades iguais para que todos melhorem suas condições de vida e sua subsistência sem colocar em risco os direitos das futuras gerações a fazerem o mesmo”.
Confira a matéria na íntegra no site do Confea: www.confea.org.br




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