CREA-SC amplia suporte técnico à análise de acessibilidade em projetos e edificações

Formulário desenvolvido com patrocínio do Conselho reúne critérios para padronizar verificações e orientar profissionais e municípios
O CREA-SC recebeu nesta quinta-feira (13) o formulário técnico de análise de projetos de acessibilidade, desenvolvido pelo Eng. Daniel Faganello e Rafael Nodari Casado com patrocínio do Conselho. A ferramenta reúne, em um único checklist, critérios para análise de projetos arquitetônicos e vistorias de habite-se, contribuindo para uma avaliação mais uniforme dos requisitos de acessibilidade.
O material foi elaborado para diferentes tipos de edificações e contempla aspectos como circulação, rampas, elevadores, sanitários, sinalização, estacionamento e espaços de uso coletivo. A proposta é facilitar o trabalho dos profissionais e estimular a incorporação da acessibilidade desde a etapa de projeto.
O presidente do CREA-SC, Eng. Kita Xavier, destacou o potencial da iniciativa para ampliar o suporte técnico aos profissionais e aos municípios. “Santa Catarina já é referência nas questões de acessibilidade. Recebo esse material com a convicção de quem atua na área”, afirmou.

Faganello explica que a proposta é facilitar o trabalho dos profissionais que analisam projetos nos municípios e estimular a incorporação da acessibilidade desde a etapa de projeto. O formulário já foi apresentado a associações municipais para estimular sua utilização e contribuir para a uniformidade nos procedimentos. “A ideia é que os municípios tenham uma discussão integrada sobre acessibilidade”, destacou.
Da análise técnica à acessibilidade na prática
O documento torna as exigências de acessibilidade mais claras e aplicáveis no dia a dia dos profissionais. Mais do que uma ferramenta de conferência técnica, a proposta contribui para cidades mais acessíveis e inclusivas.
O checklist considera requisitos destinados a pessoas com deficiência, idosos e com mobilidade reduzida, abrangendo desde a conexão entre calçadas e edificações até rotas acessíveis, sinalização, vagas reservadas e condições de circulação.
Para Faganello, a iniciativa gera impactos que vão além da análise dos projetos. “Isso reflete na inclusão, na eficiência, na facilidade de mobilidade para pessoas com mobilidade reduzida, para pessoa idosa”, destacou.
A ferramenta ainda prevê uma etapa de verificação em campo, permitindo conferir se as condições de acessibilidade previstas no projeto foram efetivamente executadas antes da emissão do habite-se.




