Pesquisa do Confea revela alta empregabilidade e satisfação entre profissionais

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92% dos profissionais estão empregados e 68% têm renda acima de 5 salários mínimos; Santa Catarina se destaca com um dos maiores índices de satisfação do país

 

 

 

 

 

 

Um levantamento inédito do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), realizado em parceria com o instituto Quaest, traçou o perfil de mais de 1,2 milhão de profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua. Com 48 mil entrevistas em todos os estados do Brasil, o estudo aponta um cenário promissor para as profissões da área tecnológica, mas também alerta para desafios futuros, como a baixa procura por cursos de engenharia.

 

Relevância da pesquisa

 

O Eng. Vinicius Marchese, destaca como o resultado deve contribuir para ações direcionadas às demandas e necessidades da área tecnológica. “Quando falamos em impulsionar o desenvolvimento do Brasil, precisamos mapear como pensam os agentes responsáveis para tirar os projetos do papel. De um lado, a baixa procura por cursos nestes segmentos. Do outro, profissionais indispensáveis para gerar infraestrutura, inovação, sustentabilidade, mobilidade e outras temáticas que transformam a vida das pessoas. Qual caminho devemos seguir como e como podemos contribuir com a gestão pública? Esse foi o nosso objetivo com a pesquisa”, afirma Marchese.

 

Para o presidente do CREA-SC, Eng. Kita Xavier, o estudo reforça a importância da engenharia no desenvolvimento do estado e do país. “Os dados mostram o papel estratégico das nossas profissões da engenharia, agronomia e geociências para a sociedade e o quanto nossos profissionais estão comprometidos com um futuro mais sustentável e inovador. Esse estudo ajuda a orientar investimentos em educação e ações dos conselhos regionais.”

 

 

Mercado aquecido e bons salários

 

A pesquisa mostrou que 92% dos profissionais estão atuando no mercado, sendo que 78% exercem atividades em sua área de formação. A formalização é alta: 40% têm vínculo CLT e 11% atuam no serviço público.

 

A renda dos profissionais também é destaque: 68% das famílias têm renda superior a cinco salários mínimos, percentual acima de outras profissões como a advocacia, que registra 48%. A faixa etária entre 30 e 34 anos concentra a maior transição de faixa salarial, evidenciando crescimento de renda ao longo da carreira.

 

Alta satisfação em SC

 

O índice de satisfação com o trabalho atual é de 67% em nível nacional. Em Santa Catarina, esse número sobe para 70%, o segundo maior do país, atrás apenas de Mato Grosso (76%). Entre os principais motivos estão: oportunidades no mercado, vocação profissional e valorização da carreira.

 

Mulheres ganham espaço

 

Embora os homens ainda sejam maioria entre os registrados (80%), a presença feminina cresce entre os mais jovens. As mulheres representam um terço dos profissionais com menos de 30 anos e 36% delas se registraram nos últimos cinco anos. A média de idade das mulheres é 38 anos, contra 43 dos homens.

 

Propósito e impacto social

 

A pesquisa revela ainda que os profissionais da engenharia e agronomia enxergam sua atuação como uma missão: 95% acreditam contribuir para uma sociedade melhor e 79% indicariam a carreira para as novas gerações.

 

Acesse aqui a pesquisa.

 

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