Meio Ambiente que queremos

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No dia 5 de junho de 1972, em Estocolmo, acontecia a primeira conferência mundial da ONU com o objetivo de alinhar as relações do Homem com o meio ambiente. Naquela ocasião os impactos oriundos da atividade humana já preocupavam as nações e identificou-se que o prognóstico para as gerações futuras seria trágico, caso nosso modelo de desenvolvimento não fosse revisto. Surgia então o conceito de Desenvolvimento Sustentável.

Hoje em dia o termo é amplamente difundido nas campanhas publicitárias de empresas, governos e organizações em geral. No entanto, passados mais de 40 anos desde a primeira conferência mundial sobre homem e meio ambiente, ainda é preocupante o prognóstico para as gerações futuras.

O nosso planeta é um grande e complexo sistema de fenômenos físicos que se interrelacionam com a vida no seu sentido mais amplo. Por ser tão complexo, a consciência humana ainda tem dificuldades de compreender como este sistema chamado “Terra” funciona e até que ponto a atividade humana consegue interferir no mesmo.

Estima-se que a Terra tenha se formado há mais de 4,5 bilhões de anos. Neste período, uma infinidade de transformações aconteceram: glaciações, aquecimentos, tragédias, desastres, extinções de seres vivos em massa e etc. Portanto, é perfeitamente possível afirmar que o nosso planeta irá sobreviver aos impactos ambientais causados pelo Homem moderno. No entanto, o que não podemos garantir é a sobrevivência do próprio Homem na Terra.

Em Florianópolis este conflito Homem x Meio Ambiente está presente no cotidiano dos moradores. Convive-se com as belezas naturais e degradação ambiental. Um breve passeio às margens da porção sul da Lagoa da Conceição, por exemplo, nos mostra este contraste. A pequena parcela de mangues que sobreviveu à ocupação da Ilha de Santa Catarina, segue ameaçada. Nossos pequenos rios quase não suportam a vida, pois persistimos no lançamento indiscriminado de nossos efluentes.

Em 1972 a ONU debatia o “Futuro que queremos”. Em 2013, é possível afirmar que este “futuro” já chegou. Isto posto, a reflexão que deve ser feita nesta semana é: Que meio ambiente queremos? Um planeta melhor ou pior para nossos filhos? Neste grande lar, chamado Terra, o qual compartilhamos a “estadia” com outro milhões de seres vivos, nossa moradia deve ser temporária ou permanente? Enquanto a sociedade não responder estas questões, não será possível traçar um prognóstico diferente para as gerações futuras.

Por Vinicius Ragghiati,

Eng. Sanitarista e ambiental e presidente da ACESA.

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