Geoprocessamento amplia campo profissional de geógrafos

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Com um mercado bastante amplo, os geógrafos têm no geoprocessamento sua área de atuação mais promissora. “O foco hoje é o georreferenciamento de imóveis rurais e o levantamento topográfico em imóveis urbanos e rurais”, ressaltou o geógrafo Sebastião Tarcísio Cordeiro, coordenador nacional adjunto das Câmaras Especializadas de Agrimensura do Sistema Confea/Crea.

 

Uma ciência que utiliza técnicas matemáticas e computacionais no tratamento de informações geográficas, o geoprocessamento tornou-se uma ferramenta indispensável para o exercício profissional, principalmente para os que atuam na área tecnológica. Exemplo disso são os vários concursos realizados por órgãos federais, estaduais e municipais que apresentam questões referentes à matéria.

 

Para trabalhar na regulação de imóveis rurais junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), por exemplo, um profissional deve ter cursado as cadeiras de topografia aplicada ao georreferenciamento; cartografia; sistemas de referência; projeções cartográficas; ajustamentos e métodos e medidas de posicionamento geodésico.

 

A partir de demandas como essa, algumas universidades começam a ofertar as disciplinas já na graduação. “É preciso criar novas disciplinas ou alterar algumas já existentes. Na Universidade Estadual do Ceará, por exemplo, conseguimos criar a cadeira de geoprocessamento e georreferenciamento de imóveis rurais”, disse Tarcísio. “Os alunos que estão entrando agora no curso já terão essa cadeira”.

 

Segundo ele, no entanto, há várias áreas em que a atuação dos geógrafos se sobrepõe à de outras categorias profissionais, principalmente no que se refere a estudos e relatórios de impacto ambiental (EIA/RIMA). Para resolver esse “sombreamento” com outras profissões, os geógrafos passarão o dia 29 de maio, dia em que se comemora a profissão, trabalhando na Matriz do Conhecimento da Agrimensura, modalidade que envolve as engenharias de agrimensura, cartográfica e geográfica.

 

O objetivo é melhorar a grade curricular dos cursos e delimitar melhor a área de atuação de cada modalidade profissional integrante do Sistema Confea/Crea, para subsidiar a concessão de atribuições profissionais, com base na Resolução 1.010/05. A Câmara de Agrimensura pretende concluir todo esse estudo em sua próxima reunião, que será realizada nos dias 1º e 2 de junho, na sede do Crea-SP, na capital paulista.

 

Segundo o gerente de Apoio aos Colegiados do Confea (GAC), Fabio Merlo, a identificação das matrizes de cada modalidade profissional do Sistema Confea/Crea será finalizada em agosto.  Esses dados abastecerão um software que vai gerar as atribuições concedidas com base na Resolução 1.010/05. Em seguida, haverá treinamento dos Creas para fiscalização do exercício profissional de acordo com as novas regras.

 

Mariana Silva
– Assessoria de Comunicação do Confea

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