SC que dá certo realiza terceiro painel em Joinville

Empresários contaram sobre farmacêutica, gastronomia e tecnologia. Troca de experiências ocorreu no auditório da ACIJ nesta quarta-feira (17).

 

Joinville recebeu na noite desta quarta-feira (17), no auditório da ACIJ, o terceiro painel do projeto “SC que dá Certo”, inciativa da RBS-TV que conta com apoio do CREA-SC, Fiesc , Sicoob  e Fecoagro. Os três palestrantes convidados, que atual nos ramos da farmacêutica, gastronomia e tecnologia, elegeram a palavra “persistência” como principal pilar de qualquer empreendedor de sucesso. O diretor do CREA-SC Eng. Ind. Metal. Luiz Carlos Ferraro representou o Conselho na abertura do evento. 

As histórias inspiradoras e os desafios diários foram compartilhados pelos convidados Adriano Bornschein Silva, presidente da Catarinense Pharma, Vinicius Roveda, CEO da ContaAzul, e Dorotea Kasten, sócia e fundadora da Doce Beijo.

Tradição e confiança
“Para ser empreendedor no Brasil, a pessoa tem que ser persistente independente da cultura”, defendeu o primeiro painelista, o presidente da Catarinense Pharma. O empresário, que integra a quarta geração do fundador do Laboratório Catarinense, promoveu mudanças que envolveram a modernização da fábrica e também no estilo de gestão que enfatizou a valorização dos colaboradores.

Adriano Bornschein Silva trouxe a experiência da tradicional pomada Minancora, um dos remédios mais vendidos do país. Ele mostrou a importância de investir no desenvolvimento de novos produtos, como a linha de nutrição, que tem o foco na manutenção do bem-estar. Para fechar, citou o case de um dos líderes do mercado de xarope fitoterápico, o Melagrião.

“O Brasil é um país com um potencial gigantesco. Precisamos parar de pensar que só temos referências boas fora e precisamos acreditar no que somos, começando a fazer nas nossas empresas”, destacou o presidente. Ele comentou sobre o que considerou exemplar como modelo de capacidade do povo brasileiro, que foi conferido durante a cerimônia de abertura da Olimpíada, no Rio de Janeiro. “Podemos fazer coisas que emocionam o mundo e precisamos fazer diferente, para refazer as coisas com o dinheiro que temos mesmo diante da crise”, disse.

Para Silva, o estado catarinense é um modelo de excelência. “Os nossos índices econômicos mostram isso. Aqui cobramos mudanças que envolvem até mesmo as questões da cidade e do governo. Quando entramos no mercado com a marca Catarinense, mostramos elementos como a honestidade e o comprometimento, que carrega quem nasce em Santa Catarina. É esse o caminho de envolvimento que todo empreendedor brasileiro deve buscar”, afirma.

Sonhar no desejo de inovar
“O mais importante para empreender começa por um sonho visceral, grande e que move para promover a ação. A única certeza que temos é que pode dar errado, então para isso fundamental é persistir”, disse o CEO da ContaAzul. Criada em 2011, é considerada uma das mais bem sucedidas startups brasileiras.

A empresa oferece um sistema na nuvem para gestão de pequenas empresas. “Os pequenos empreendedores contribuem muito para a economia do país e precisa ter acesso às inovações, com produtos simples e fáceis de usar. Nossa energia é ter o feedback desses resultados coletivos, na melhoria das decisões e nas relações que envolvem os empresários”, explica.

Roveda contou que sempre teve a oportunidade de conviver com muitos empreendedores e precisou contar com o apoio da família quando a empresa ficou incubada no Vale do Silício, nos Estados Unidos. Apesar de estar com o produto presente em todo o país, ele explica que encontrou em Santa Catarina um cenário propício para o ecossistema para o desenvolvimento da tecnologia. “Temos ótimas universidades e cultura de softwares na cidade é um diferencial para a cidade”, disse. 

Criatividade
“As dificuldades são muitas, abri a empresa a partir de uma necessidade, passamos por fases de vender chocolates em floriculturas e restaurantes. A empresa foi crescendo e para ganhar novos espaços precisamos de muita persistência, amor e acreditar no produto”, disse Dorotea, da Doce Beijo, há 27 anos no mercado.

Segundo a empresária, o segredo para ter encontrar um diferencial na linha de chocolates foi buscar inovação fazendo o que gosta. “Por ser criativo e ter qualidade, os clientes adoram. Temos a responsabilidade de se reinventar sempre, com a responsabilidade de trazer novidades. Seja docemente feliz, esse é um desafio”, explica a fundadora da chocolateria.

Próximas etapas
30/08 – Criciúma (Auditório da Acic)
13/09 – Chapecó (Auditório do Sicoob/MaxCrédito)
27/09 – Lages (Auditório da CDL)

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Matéria: Anaísa Catucci  (G1 SC)
Fotos: Nilson Bastian/Divulgação

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